Trabalha ao ar livre? Especialista dá dicas para proteger a pele

Sol sem proteção por longos períodos pode causar envelhecimento precoce, entre outros danos à pele

Sophie Velut é diretora de La Roche-Posay
Sophie Velut é diretora de La Roche-Posay Foto: Divulgação

Trabalho ao ar livre, seja ele em horário integral ou parcial, exige cuidado extra com a pele. Uma exposição excessiva ao sol sem proteção pode acarretar em manchas, rugas e tornar mais sérios vários outros problemas. A repórter Maria Amélia Vargas conversou com uma especialista em cosmética para descobrir a lista de precauções que devem ser tomadas. Confira a entrevista com Sophie Velut, diretora da gigante La Roche-Posay.

Zero Hora – Que cuidados com a pele deve ter o profissional que trabalha diariamente ao ar livre?

Sophie Velut – A radiação UV é a principal responsável por diversos danos na pele, como: câncer de pele, fotoenvelhecimento (rugas e manchas) e pode agravar diversas patologias. Por isso, qualquer pessoa deve usar diariamente o protetor solar de sua preferência e/ou indicado pelo dermatologista.

ZH – Como avaliar o grau de proteção que ele precisará usar?

Sophie – Hoje, recomenda-se o uso de fotoprotetores com FPS maior ou igual a 30 para uso diário. Já a textura também é valorizada pelos consumidores: a pele brasileira é, em geral, mais oleosa. Por isso, fotoprotetores com texturas leves, toque seco e adaptados para a pele brasileira são os preferidos.

ZH – Com que frequência este trabalhador precisa repor o protetor solar?

Sophie – Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em situações de exposição intensa o fotoprotetor deve ser reaplicado a cada duas horas. Pessoas que estão sujeitas à forte incidência de raios solares diariamente devem aplicar a proteção pelo menos três vezes ao dia. A quantidade que se está utilizando e a frequência da aplicação são dois fatores muito importantes a que as pessoas não se atentam. Um bom índice de proteção UVB/UVA e a cosmeticidade são pontos valorizados pelo consumidor brasileiro. O primeiro é extremamente importante em um país tropical como o Brasil, onde há regiões, como o Nordeste e o Norte, em que se tem dias ensolarados quase durante todo o ano.

ZH – O suor e o uso de maquiagem interferem na eficácia do produto?

Sophie – O fotoprotetor é o último produto a ser aplicado no rosto antes da maquiagem. Hoje há opções no mercado que até podem substituir o uso da base.

ZH – Para quem trabalha em ambientes fechados, a luz natural vinda de ambientes com muitas janelas exige atenção?

Sophie – Sim, pois a radiação UVA, principal responsável pelo fotoenvelhecimento, é capaz de atravessar vidros. Então, devemos estar atentos a qualquer tipo de exposição à luz solar. Por isso, mesmo as pessoas que trabalham em escritórios devem usar proteção solar.

ZH – Se o profissional trabalha em um escritório, mas fica exposto à luz fluorescente. Isso pode trazer danos à pele?

Sophie – Embora a exposição à luz visível de ambientes fechados seja muito menos prejudicial do que se expor à luz solar, estudos dizem que a luz do computador ou de lâmpadas fluorescentes emitem radiação infravermelha e ultravioleta que podem manchar a pele. Por isso é importante que as pessoas também fiquem atentas e se protejam contra a luz visível.

ZH – Dê dicas como proteger a pele no dia a dia de trabalho.

Sophie – A utilização diária de fotoprotetores ainda é a melhor maneira de nos protegermos no dia a dia. Hoje os laboratórios cosméticos oferecem uma infinidade de texturas, inclusive com diferentes tons, que se adaptam a todos os tipos de pele e ainda podem auxiliar no tratamento de imperfeições como excesso de brilho e tratamento antienvelhecimento. Não existe mais desculpa para não usar um fotoprotetor diariamente.

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