Destaques

Por que as pessoas se importam TANTO com os pelos da Bruna Linzmeyer?

Por que as pessoas se importam TANTO com os pelos da Bruna Linzmeyer?

Bruna Linzmeyer é, sem dúvidas, uma das atrizes mais promissoras de sua geração. Foi indicada várias vezes a prêmios como o Contigo! de TV e o Melhores do Ano, do Faustão, por produções como a novela Amor à Vida, Meu Pedacinho de Chão e A Regra do Jogo. No momento, inclusive, está entre as indicadas como Melhor Atriz no Prêmio Platino pelo longa O Filme da Minha Vida, que estrelou ao lado de Selton Mello. Um currículo invejável para uma guria de 25 anos, mas as pessoas estão falando é dos pelos da Bruna. Pois é.

Nesta segunda-feira, a atriz compartilhou em seu Instagram uma foto em que aparece de biquíni, clique que integra um ensaio assinado pelo fotógrafo Gleeson Paulino. Na pose, Bruna está com os braços levantados – e deixa à mostra seus pelos da axila. Gleeson também compartilhou em seu perfil uma foto da sessão, em que ficam (levemente) à vista os pelos pubianos da atriz. Nem preciso dizer para vocês que essas imagens geraram uma onda absurda de comentários sobre os pelos da atriz.

 

Para constar: estamos em pleno 2018. Nunca discutimos tanto os direitos das mulheres: falamos sobre body positive em capas de revista, equidade salarial em pleno Oscar, representatividade feminina no Festival de Cinema de Cannes. A igualdade e o direito às próprias escolhas são traduzidos na nova onda do feminismo, que ganhou proporções absurdas nas redes sociais. As mulheres – e tudo o que elas deveriam poder fazer – nunca estiveram tão em pauta, mas, mesmo assim, as pessoas se preocupam é com os pelos pubianos e das axilas de uma atriz.

Só consigo pensar que todo esse choque dos seguidores de Bruna – muitos do sexo feminino, vale lembrar – tem a ver com a construção social da mulher perfeita. Da imagem imaculada que ainda esperam de nós. Aos olhos de muitos, precisamos ser sempre femininas (outro conceito construído, vale lembrar). Devemos arrancar cada fio das pernas, virilha e axila a cada duas semanas, estar com os cabelos perfeitamente alinhados sempre, as unhas pintadas. E se ousamos sair fora desse padrão? Não seremos desejadas. Ou vamos ser taxadas de desleixadas, sujas – como muita gente se referiu a Bruna por não se depilar. Ora, você já disse a um homem que ele é feio por que não vai a um designer de sobrancelhas? Ou que ele não cuida da própria higiene por que não depila o corpo inteiro? Óbvio que não.

Aqui no Um Plus a Mais
:: Depois de dizer que Adele é “gorda demais”, Karl Lagerfeld anuncia coleção plus size
:: Blogueira plus size recria looks incríveis de Meghan Markle – com direito a Príncipe Harry
:: Com direito a desfile com influencers plus size, Malhação: Vidas Brasileiras faz bonito ao trazer a história de personagens gordas

:: E a diversidade de corpos? NENHUMA modelo gorda cruzou a passarela da SPFW
:: Nenhuma marca brasileira quis criar um vestido de gala para Fluvia Lacerda, modelo plus mais famosa do Brasil
:: Eu, gorda: conheça o projeto (incrível!) que retrata a beleza da mulher gorda através da fotografia
:: 10 peças com estampa xadrez em tamanho plus size para embarcar na tendência do inverno

Não dá para aceitar também que as pessoas vinculem os pelos à falta de higiene. Há dois anos, fiz uma matéria para a Revista Donna sobre a não depilação, e consultei a dermatologista Juliana Jordão para explicar se a região com pelos fica mais sujeita a odores. A resposta? Até pode haver mais umidade sim, mas isso acontece com quem tem tendência genética a sudorese excessiva, inclusive se a pessoa se depila regularmente. Não são os entendidos de internet falando, viu? É uma médica. Ou seja, esse argumento furado não cola mais.

O que sobra, no fim das contas? Os intrometidos que adoram dar pitaco sobre o corpo do outro. Fala sério: no que afeta a vida de alguém se a Bruna se depila ou não? E por que as pessoas se sentem no direito de entrar no Instagram da guria e falar de uma opção sobre o corpo DELA que só diz respeito a ELA MESMA? Bruna está simplesmente exercendo o direito de ter o corpo que ela quiser – com ou sem pelos. E isso não diz respeito a ninguém. Ponto.

Você tem todo o direito de preferir suas axilas depiladas, e está tudo bem. O feminismo é sobre isso mesmo: deixar cada um escolher seus próprios caminhos e não ter suas opções julgadas. Mas, se você acha feio – direito seu! -, guarde sua opinião. Livre expressão é diferente de ofender de graça. Não esqueça que o próximo alvo dos pitacos alheios pode ser qualquer uma de nós.

Veja também
:: É diversidade que fala? Campanha de cuecas foge dos estereótipos de “machão” e “gostosão”
:: Por que Ashley Graham não considera “mulher real” um elogio

:: Gordas na telinha: Um Plus a Mais ganha programa semanal ao vivo
:: Por que, afinal, as pessoas estão tão preocupadas com os seios da Bruna Marquezine?
:: Beleza em dose dupla! Ashley Graham posa para campanha de biquíni ao lado da mãe
:: Barriga, celulite e estrias sem filtro: youtuber mostra seu corpo como é para inspirar outras mulheres

 

Plus a Mais também no Face!

O blog ganhou sua própria página no Facebook. Clica aqui para conhecer (e dar aquele like amigo! haha)

pluscardnovo

Oi? Depois de dizer que Adele é “gorda demais”, Karl Lagerfeld anuncia coleção plus size

Oi? Depois de dizer que Adele é “gorda demais”, Karl Lagerfeld anuncia coleção plus size

Quem tem muita gente surfando na onda do body positive, nós já nos demos conta. Há marcas que genuinamente se atentaram à necessidade de ser mais plurais, mas há outras que, francamente, sabemos que é apenas por estratégia e pressão do público – e, claro, por grana.

Não tenho nem um pingo de pudor de dizer que o segundo cenário tem tudo a ver com a novidade da vez no mundo da moda. Karl Lagerfeld, diretor criativo da Chanel desde 1983 e da sua etiqueta própria há 44 anos, resolveu finalmente criar uma coleção para as mulheres gordas. Pois é.

Trata-se de uma parceria com o serviço de styling pessoal online Stitch Fix. A linha começa com 15 peças pensadas para mulheres mais clássicas, incluindo os tradicionais blazers de tweed da maison francesa, tudo com preços entre 39 e 148 dólares. Ainda estão programados lançamentos para os próximos meses.

Veja um pouquinho da coleção

Aqui no Um Plus a Mais
:: Blogueira plus size recria looks incríveis de Meghan Markle – com direito a Príncipe Harry
:: Com direito a desfile com influencers plus size, Malhação: Vidas Brasileiras faz bonito ao trazer a história de personagens gordas

:: E a diversidade de corpos? NENHUMA modelo gorda cruzou a passarela da SPFW
:: Nenhuma marca brasileira quis criar um vestido de gala para Fluvia Lacerda, modelo plus mais famosa do Brasil
:: Eu, gorda: conheça o projeto (incrível!) que retrata a beleza da mulher gorda através da fotografia
:: 10 peças com estampa xadrez em tamanho plus size para embarcar na tendência do inverno

Parece legal? Olha, em um primeiro momento até sim. Finalmente, um grande nome da Alta Costura está interessado em criar para a mulher gorda. Mas, aqui, o buraco é bem mais embaixo.

Estamos falando de Karl Lagerfeld, que também é um dos nomes mais controversos da moda. Especialmente no que diz respeito ao público plus size, a primeira coisa que lembrei ao ver a notícia foi da infeliz colocação do estilista sobre o corpo da cantora Adele – que dispensa comentários, não é? Para refrescar a memória: em 2012, ele foi convidado a eleger sua cantora favorita pelo jornal Metro de Paris. Na entrevista, disse que não “via graça” em Lana Del Rey, e complementou:

“Eu prefiro Adele ou Florence Welch (do Florence and the Machine). Como uma cantora moderna, Lana não é nada má. Mas a cantora do momento é Adele. Embora ela seja um pouco gorda demais, tem um rosto lindo e uma voz divina”, declarou.

giphy (2)

Não vou nem me ater à necessidade (que não existe) dele falar sobre o corpo de Adele quando o assunto era música. E nem que o próprio Karl já foi gordo também – em 2001, ele perdeu mais de 40 quilos. Até poderia lembrar que o Kaiser da moda, anos antes, havia dito que só as “mamães gordas” é que davam atenção à magreza das modelos. Mas não.

Vou apenas falar que essa tal coleção plus size assinada por Karl Lagerfeld não passa de oportunismo barato. Me parece que ele recebeu uma proposta financeira provavelmente bem gorda (sim, GORDA, a gente não tem pudor da palavra não, Karl!) e resolveu entrar na modinha. Agora que o papo envolve grana não somos gordas demais, né?

Me dá muita pena ver uma grife de prestígio criada por uma mulher transgressora como Coco Chanel estar nas mãos de um cara tão preconceituoso. Um criativo de mão cheia, que teve inúmeros méritos? Claro, não discordo. Mas a gente sabe que, hoje, em 2018, não basta ser um gênio se você é babaca. Sinceramente, não sei se as gordas que você tanto menosprezou vão comprar assim tão fácil suas ideias, Karl. Que sirva de exemplo.

giphy

 

 

Veja também
:: É diversidade que fala? Campanha de cuecas foge dos estereótipos de “machão” e “gostosão”
:: Por que Ashley Graham não considera “mulher real” um elogio

:: Gordas na telinha: Um Plus a Mais ganha programa semanal ao vivo
:: Por que, afinal, as pessoas estão tão preocupadas com os seios da Bruna Marquezine?
:: Beleza em dose dupla! Ashley Graham posa para campanha de biquíni ao lado da mãe
:: Barriga, celulite e estrias sem filtro: youtuber mostra seu corpo como é para inspirar outras mulheres

 

Plus a Mais também no Face!

O blog ganhou sua própria página no Facebook. Clica aqui para conhecer (e dar aquele like amigo! haha)

pluscardnovo

#AGordaEAMagra! Blogueira plus size recria looks incríveis de Meghan Markle – com direito a Príncipe Harry

#AGordaEAMagra! Blogueira plus size recria looks incríveis de Meghan Markle – com direito a Príncipe Harry

Katie Sturino é uma blogueira plus size que manda (muito!) bem quando o assunto é moda. Ela é fashionista até dizer chega: usa de um jeito incrível as tendências da vez, como listras, xadrez, conjuntinhos… Não tem medo de usar transparências, cores fortes, comprimentos míni ou versões máxi. E faz tudo isso com muito estilo próprio em seu blog e no Insta, o The 12ish Style!

Mas, além de compartilhar seus visús repletos de informação de moda, Katie também recria looks de famosas em versões plus size – e isso virou até uma hashtag, a #SuperSizeTheLook. Já teve versão GG de produções da Beyoncé, Reese Witherspoon, Gisele Bündchen, Jennifer Lawrence e muito mais! E Katie faz graça: “copia” o look e também as poses das bonitas.

 

Aqui no Um Plus a Mais
:: Com direito a desfile com influencers plus size, Malhação: Vidas Brasileiras faz bonito ao trazer a história de personagens gordas

:: E a diversidade de corpos? NENHUMA modelo gorda cruzou a passarela da SPFW
:: Nenhuma marca brasileira quis criar um vestido de gala para Fluvia Lacerda, modelo plus mais famosa do Brasil
:: Eu, gorda: conheça o projeto (incrível!) que retrata a beleza da mulher gorda através da fotografia
:: 10 peças com estampa xadrez em tamanho plus size para embarcar na tendência do inverno
:: É diversidade que fala? Campanha de cuecas foge dos estereótipos de “machão” e “gostosão”
:: Por que Ashley Graham não considera “mulher real” um elogio

 

Mas ela ganhou os corações de vez ao aproveitar a euforia pelo casamento real e (re)criar os looks de Meghan Markle. Com direito até a um “Príncipe Harry“: Ryan Dziadul, amigo de Katie e também blogger plus size, entrou na onda e acompanhou a moçoila. Sério, vejam isso:

Saia mídi caramelo para a “Meghan plus” e blazer de veludo para o “Harry GG”

 

Vestido estampado funciona súper com blazer – e cai bem para todos os tamanhos, como Katie mostra!

 

Eu fiquei BOBA que Katie encontrou um casaco exatamente igual ao da Katie: produção clássica, mas com estilo!

 

Quem disse que mulher gorda não fica bem de branco, hein? 

 

O mais legal dessa história? Katie mostra que, definitivamente, não existe roupa para magra ou roupa para gorda. Os looks não ficaram incríveis em versões parecidíssimas com os de Meghan? Isso só reforça que a mulher gorda pode usar tudo o que tiver vontade. Sim. Mesmo! Nossa dificuldade, no caso, é encontrar peças em tamanho plus exatamente iguais às das coleções regulares até o 46, mas isso é assunto para outro post. Bora experimentar, gurias?

 

Veja também
:: Gordas na telinha: Um Plus a Mais ganha programa semanal ao vivo
:: Por que, afinal, as pessoas estão tão preocupadas com os seios da Bruna Marquezine?
:: Beleza em dose dupla! Ashley Graham posa para campanha de biquíni ao lado da mãe
:: Barriga, celulite e estrias sem filtro: youtuber mostra seu corpo como é para inspirar outras mulheres

 

Plus a Mais também no Face!

O blog ganhou sua própria página no Facebook. Clica aqui para conhecer (e dar aquele like amigo! haha)

pluscardnovo

Com direito a desfile com influencers plus size, Malhação: Vidas Brasileiras faz bonito ao trazer a história de personagens gordas

Com direito a desfile com influencers plus size, Malhação: Vidas Brasileiras faz bonito ao trazer a história de personagens gordas

Desde que estreou essa nova temporada de Malhação, chamada de Vidas Brasileiras, ouço falar muito da personagem Úrsula. Vivida pela atriz Guilhermina Libanio, Úrsula é uma garota gorda que passa por problemas de aceitação – tão típicos da adolescência, principalmente de uma guria fora dos padrões. Para dar um contexto para quem não consegue assistir a novelinha teen da Globo (que, olha, está cada vez mais ligada nos temas que realmente precisam ser falados com o público adolescente), Úrsula tem uma prima-amigona que também é gordinha, a Bárbara (Dora Freind) – que, ao contrário da nossa mocinha, cultiva um amor próprio de (quase) dar inveja. É mulherão assumido, sabe como?

Olha a Úrsula! Foto: João Cotta, TV Globo

Olha a Úrsula! Foto: João Cotta, TV Globo

Aqui no Um Plus a Mais
:: E a diversidade de corpos? NENHUMA modelo gorda cruzou a passarela na SPFW
:: Nenhuma marca brasileira quis criar um vestido de gala para Fluvia Lacerda, modelo plus mais famosa do Brasil
:: Eu, gorda: conheça o projeto (incrível!) que retrata a beleza da mulher gorda através da fotografia
:: 10 peças com estampa xadrez em tamanho plus size para embarcar na tendência do inverno
:: É diversidade que fala? Campanha de cuecas foge dos estereótipos de “machão” e “gostosão”
:: Por que Ashley Graham não considera “mulher real” um elogio

Além dos problemas com a própria imagem, Úrsula ainda tem que lidar com um boy embuste: o garoto de quem ela gosta tem vergonha de estar com uma guria gorda, e não assume o rolo para os amigos. Familiar, gurias? Pois é! É justamente neste contexto que Bárbara, vendo a prima deprimida, resolve agir. Com a ajuda da diretora da escola (personagem bem querida de Camila Morgado), arma um desfile com outras mulheres plus size lindas. E olha só que bacana: a Globo chamou três influencers das mais legais: a nossa ruiva Jéssica Lopes, aka Femme Fatale, a Alexandra Gurgel do Alexandrismos, a modelo Amanda Santana e a fashionistona da Carol Guedes. Gurias com estilos totalmente diferentes, mas que tem em comum o ativismo contra a gordofobia e a favor do amor próprio.

Para uma guria que sempre foi gordinha como eu, confesso que tive que segurar as lagriminhas assistindo. Sério! Quando que na minha adolescência ia imaginar ver uma personagem gorda e bem-resolvida como a Bárbara em programas para o público teen? Mas é nunca! Ver uma personagem com conflitos internos parecidos com os meus? Sonho! E um desfile só com mulheres gordas maravilhosas? Jamais, mesmo, cogitei. Colocar essa história na maior emissora do país, em uma novela voltada para adolescentes, é um tremendo avanço. E uma injeção de autoestima para tantas gurias gordas que jamais se viram representadas, e estavam acostumadas a ver na TV a mulher gorda apenas como a personagem engraçada, cheia de problemas com a própria imagem ou não pega ninguém. E esse é um ponto que acho bacana na trama de Malhação: Vidas Brasileiras: existe a guria gorda que busca autoaceitação, mas também tem a que se ama e faz questão de puxar a outra para cima. Não somos retratadas apenas como o estereótipo da mulher gorda – embora, aqui, seja necessário justamente pela reviravolta que a personagem dá.

Leia mais
:: Gordas na telinha: Um Plus a Mais ganha programa semanal ao vivo
:: Por que, afinal, as pessoas estão tão preocupadas com os seios da Bruna Marquezine?
:: Beleza em dose dupla! Ashley Graham posa para campanha de biquíni ao lado da mãe
:: Barriga, celulite e estrias sem filtro: youtuber mostra seu corpo como é para inspirar outras mulheres

Para vocês terem uma ideia do nível bacana em que a história foi retratada, separei algumas frases marcantes que rolaram no episódio:

“Qual o problema de você ser gorda? A Bárbara só quer que você se ame e descubra a garota maravilhosa que é. Antes de ter o amor de outra pessoa, você precisa se amar”, diz a personagem de Camila Morgado, Gabi, a diretora da escola das meninas.

“Quem me conhece sabe que sou um mulherão em todos os aspectos”, brinca Bárbara, ao apresentar o desfile das modelos plus size. “Se tem uma coisa que eu acredito é que uma mulher sempre pode puxar a outra para cima”.

Quando Úrsula vence o medo e resolve desfilar, dá um show na passarela, com direito a discurso: “Ouvi a Gisele dizer uma vez que se você quer ser poderosa, você tem que se sentir poderosa”.

Para além da personagem, a atriz Guilhermina Libanio, de apenas 20 aninhos, tem dado entrevistas bem bacanas falando sobre suas vivências, em alguns aspectos comuns às de Úrsula.

“Viver a Úrsula é um presente porque ela vai sofrer gordofobia e, com a ajuda de pessoas próximas, vai aprender a se amar e se aceitar. É importante mostrar que a mulher gordinha vai além da divertida ou engraçada. Também é sensual, bem-sucedida, inteligente, feliz e amada”, disse, em entrevista ao GShow. “Levei cinco anos (para me aceitar) e, é claro, ninguém passa a se amar de um dia para o outro. É uma construção diária, todos os dias. Quando isso acontecer, pode ter certeza de que será revolucionário, e ninguém mais vai te tirar isso”.

305993

 

Veja também
:: Alalaô! Uma seleção de peças plus size para montar seu look de Carnaval – e arrasar nos bloquinhos

:: As melhores marcas plus size de moda praia para encontrar o biquíni do seu verão
:: Semana de moda de NY apresenta desfile com modelos plus size; inspire-se nas tendências

:: Look de Fabiana Karla no Emmy Internacional quebra mitos sobre moda plus size
:: Modelos plus size desfilam na SPFW e comemoram: “As pessoas precisam saber que o gordo existe”
:: Por que essa foto de Ashley Graham andando de bike é tão inspiradora – para gordinhas ou não

 

Plus a Mais também no Face!

O blog ganhou sua própria página no Facebook. Clica aqui para conhecer (e dar aquele like amigo! haha)

pluscardnovo

Morte de Matheusa, universitária gay assassinada no Rio, representa a perda de mais uma militante

Morte de Matheusa, universitária gay assassinada no Rio, representa a perda de mais uma militante

O Um Plus a Mais também está na versão impressa da Revista Donna,
sempre tratando de temas relacionados a diversidade.
A coluna abaixo estará na edição do dia 12 de maio.

No ano passado, 445 pessoas foram mortas em crimes motivados por homofobia, aponta um levantamento do Grupo Gay da Bahia. Isso quer dizer que, a cada 19 horas, uma pessoa gay, lésbica, bissexual, travesti, transexual ou não binária tem sua vida ceifada por simplesmente existir. Assusta ainda mais pensar que, em 2017, esses números aumentaram 30% em relação a 2016 – e o índice só cresce, ano a ano. Mais: quando se fala especificamente da população trans, talvez uma das mais marginalizadas no nosso país, os índices apontam que, no ano passado, 179 delas foram assassinadas. Uma morte a cada 48 horas – e, em 94% dos casos, de mulheres trans. Se pensarmos no contexto de ódio e intolerância em que estamos mergulhados, quase não dá para se surpreender. Quase.

Aqui no Um Plus a Mais
:: E a diversidade de corpos, hein? NENHUMA modelo gorda cruzou a passarela nesta SPFW
:: Nenhuma marca brasileira quis criar um vestido de gala para Fluvia Lacerda, modelo plus mais famosa do Brasil
:: Eu, gorda: conheça o projeto (incrível!) que retrata a beleza da mulher gorda através da fotografia

A maioria dos casos não vem à tona, infelizmente. Mas foi diferente com a estudante Matheus Passareli Simões Vieira, a Matheusa. Theusinha, para os amigos. Matheusa estava desaparecida havia uma semana no Rio de Janeiro. Saíra de uma festa em que foi trabalhar, no Encantado, zona norte da capital carioca, e, segundo a polícia, foi executada por bandidos no Morro do 18. Até a hora em que escrevi este texto, as últimas informações afirmavam que o corpo de Theusinha provavelmente tenha sido queimado. As investigações ainda são inconclusivas, mas os relatos dão conta que ela teria chegado na entrada da comunidade confusa, falando frases desconexas. Depois, teria sido levada ao tribunal dos traficantes para explicar o porquê de estar naquele lugar. Provavelmente pelo seu estado de confusão, não conseguiu se fazer entender. E foi morta ali, sem qualquer justificativa, como explicou a delegada Ellen Souto.

Theusinha era a primeira universitária de sua família: estudava Artes na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, onde era bolsista. Estava sempre circulando nos mais diversos rolês das artes do Rio, incluindo a turma da moda. Desfilou, inclusive, para o estilista Fernando Cozendey na última edição da Casa de Criadores. Também estava envolvida com o projeto Jacaré Moda, iniciativa que capacita jovens que moram na periferia para atuar em diversas áreas da moda. Theusinha era não binária, ou seja, não se identificava nem com o gênero feminino, nem com o masculino. Theusinha tinha apenas 21 anos.


Você provavelmente não conheceu Theusinha – eu também não. Soube do trabalho (e da morte) dela quando estava chegando no trabalho ontem, e deparei com o post angustiante da irmã de Matheusa na minha timeline, anunciando sua morte precoce. Assim como Marielle Franco, vereadora assassinada também no Rio de Janeiro há menos dois meses, a morte de Theusinha significa a perda de mais uma guerreira. É a vida de mais uma pessoa LGBTQI+ sendo ceifada. De mais uma afeminada, periférica, não binária. Que viveu de forma livre e autêntica, sendo quem ela bem queria ser. Que lutou por mais igualdade e respeito num país em que a tolerância parece ter cada vez menos vez. Theusinha pedia por mais diversidade e liberdade, e não duvido que possa ter sido morta justamente por ser a representação viva do que mais acreditava.

A vida de Theusinha já se foi, mas cabe a nós não deixar que suas ideias de liberdade morram. Cabe a nós cobrar justiça por Theusinha. Respeito a todos que, assim como ela, sofrem por ousarem ser quem querem. E um mínimo de empatia, aquele sentimento que faz com que a gente se coloque no lugar do outro. “Se tiver que existir a dicotomia entre o amor e o ódio, eu escolho amor”, escrevia Theusinha. E nenhuma escolha parece ser tão urgente.

 

Leia mais
:: Gordas na telinha: Um Plus a Mais ganha programa semanal ao vivo
:: Por que, afinal, as pessoas estão tão preocupadas com os seios da Bruna Marquezine?
:: Barriga, celulite e estrias sem filtro: youtuber mostra seu corpo como é para inspirar outras mulheres

Plus a Mais também no Face!

O blog ganhou sua própria página no Facebook. Clica aqui para conhecer (e dar aquele like amigo! haha)

pluscardnovo