Chris Pratt revela que já foi considerado “gordo demais” para papel em Hollywood

Nós, mulheres – e, principalmente, nós, mulheres gordas – já ouvimos vários tipos de comentários que ligam nosso físico a nossa capacidade. Não são poucas as histórias de gurias que foram rejeitadas em entrevistas de emprego porque não vestem um manequim pequeno, ou porque tem alguma característica física – não intelectual ou que afete seu profissionalismo e sua capacidade de exercer aquela função – que não “condiz” com a vaga, na avaliação (extremamente subjetiva e preconceituosa) do patrão. E também existem as piadinhas com as loiras, e aquela ideia de que a mulher bonita só está em um cargo de chefia porque é bonita e “passou no teste de sofá”. Machismos de cada dia, né?

E é por isso que me surpreendeu tanto uma declaração de Chris Pratt à próxima edição da revista Vanity Fair. Chris, ator hollywoodiano, sofreu na pele o que é estar “fora dos padrões” (muita aspas aqui!) durante os testes para um papel no longa O Homem Que Mudou o Jogo, de 2011.

“Essa foi a primeira vez que ouvi alguém dizer: “Nós não queremos você no elenco. Você está muito gordo”, contou.

E Chris estava longe de ser um ator iniciante. No currículo, estava o papel que o catapultou à carreira artística com o personagem Andy Dwyer da série Parks and Recreation – antes disso, já havia participado de séries como The O.C. e Everwood. Ou seja: todo mundo já sabia que Chris era um baita ator e que tinha capacidade de executar o papel. E o que ele fez?

“Eu decidi perder peso, como no Wrestling. Eu não podia pagar um treinador, então comecei a correr, fazer dieta e cortar o álcool”, relembra.

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Isso prova que os padrões de beleza não estão restritos às mulheres. Sim, não há sombra de dúvidas que nós sofremos muito mais com cobranças sobre o corpo. O mais triste é que isso vem desde a infância (quem também foi criança gordinha sabe!), te atinge em cheio na adolescência e afeta, inclusive, sua carreira em muitos casos. Desde sempre, somos condicionadas a surtar com cada celulite ou estria, viver de dieta para perder “aqueles três quilinhos”, reclamar que os peitos estão caídos ou que o derrière não está tão na nuca quanto a gente queria. E toda essa paranoia é, infelizmente, algo que está presente com muito mais força no universo feminino.

Mas não é só com a gente: gordofobia e preconceitos no geral com relação ao corpo também aparecem no cotidiano deles. E é por isso que eu acredito tanto que a gente tem que unir forças para não deixar esse tipo de situação ser algo normal. O que a gente precisa, de fato, é lutar para que o manequim que você veste não seja mais determinante de quem você é e do que é capaz.

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Mais do que isso: que, para ser galã ou mocinho na ficção (ou na vida), você não precisa ser o cara sarado. Para ser a heroína, a profissional bem-sucedida ou a garota que conquista o boy magia na telinha, não deveria ser pré-requisito que você vista 36. É assim, vendo todos os dias um mesmo tipo de pessoa ser a “vencedora”, que a gente cria essa ideia de que só o magro, o sarado, o tanquinho é bonito. É essa imagem que as crianças crescem assistindo – e é isso que a gente precisa combater. E se o herói fosse gordinho, qual o problema, sabe?

Um alento: embora Chris tenha emagrecido para papéis em filmes como Guardiões da Galáxia, o cara não é nada noiado em relação à aparência. A própria esposa do moço, Anna Faris, prefere a forma física anterior, como ele contou à GQ em 2014:

“Acho que a Anna está apostando que um dia vou voltar a ser gordo e ela vai dizer: ‘lembre-se, querido, sempre disse que preferia você dessa maneira’“, declarou.

“Eu posso dizer que as pessoas se motivaram com a minha transformação e que isso é muito bom. Mas todo mundo deve saber que quando essa coisa de astro do cinema acabar, eu talvez volte a ser o cara gordo. Eu amo os benefícios da atividade física e eu tenho uma criança agora. Se exercitando, você realmente consegue ter 20, 30 anos a mais na sua vida. Mas você também tem que viver, então, espero que eu consiga achar um bom balanço entre isso”.

Equilíbrio: falou tudo, Chris! Mas isso é assunto para um próximo post, tá?

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