5 coisas que as mulheres gordas sempre ouviram que não, mas pode SIM fazer!

*Este texto é mais uma das colunas do Um Plus a Mais na edição impressa da Revista Donna. Agora, além do umplusamais.com.br, nos encontramos quinzenalmente nas páginas da revista que circula no fíndi – e que você confere em primeira mão, sempre na sexta, aqui no blog!

 

Todos os dias, nos libertamos um pouco mais de regras que sempre nos foram impostas, ou de comportamentos que esperam de nós. Quando se fala na mulher gorda, o caminho vai um pouco além: crescemos ouvindo que não podemos usar determinado tipo de roupa ou fazer alguma atividade por conta do nosso tamanho. Besteira pura, né? É por isso que dedico o texto de hoje a quebrar preconceitos que tanta gente ainda tem sobre nós – e que, muitas vezes, acabamos acreditando.

1. Usar roupa justa

Onde raios está escrito na Constituição que mulher gorda não pode usar um vestido coladinho? Ou uma saia lápis mais ajustada ao corpo? Existe todo um conceito intrínseco na sociedade de que ser gordo é errado – portanto, dar mais visibilidade ao corpo gordo, por meio de peças justas, também estaria. Gata, pensa comigo: ao subir na balança, você fica menos pesada por estar usando roupas largas que, muitas aspas aqui, camuflam seus pneuzinhos? Claro que não! Se você se sente à vontade, use! Roupa justa pode até marcar mais o seu corpo e talvez deixar em evidência um buraquinho de celulite, ou a barriga saliente, mas, lembre- se: é o SEU corpo! Não tem por que ter vergonha dele.

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E, de verdade, é um processo: eu, por exemplo, não usava nada muito justo, embora achasse incrível quando via outras gurias, gordas ou magras, usando. Até que entrei no provador e experimentei: primeiro, foi a saia colada com camiseta mais larguinha, depois, com a blusa compondo uma cintura alta. Hoje, uso o que dá na telha: serviu, é do meu estilo, tô usando!

 

 

2. Ou peças claras e coloridas

Assim como roupa justa, parece que é uma grande ofensa ao mundo quando uma mulher gorda resolve usar um vestido branco. Aquela calça ajustada branca então? Como você ousa?


O mesmo vale para peças coloridas, ou estampadas. Amigas, trago verdades: não é o tamanho do seu manequim que deve ditar a cor que você vai usar ou não. Se você sempre teve um estilo colorido e, quando ganhou peso, parou de usar cores, algo está errado. Muitas vezes, a gente prefere ficar no preto para chamar menos a atenção – tanto para nós quanto para nosso corpo. Mas por que, hein? Usando blusa amarela ou marrom, no fim do dia, quando você tirá-la e colocar no cesto de roupa suja, seu corpo será o mesmo. Então porque deixar de vestir algo que te agrada?

3. Praticar esportes

Tem gente que pensa que pessoas gordas só são gordas porque passam o dia comendo e vendo TV. Que são gordas porque querem – ignorando predisposição genética, por exemplo. E, claro, existe também o estigma de que toda pessoa gorda é sedentária, ou apenas praticante do levantamento de garfo. Sim, em 2017.

Para quebrar com esse paradigma, a revista gringa Women’s Running apresentou, no ano passado, mais uma mulher plus size em sua capa. Vestindo legging, casaquinho e tênis, a blogger Nadia Aboulhosn, uma das minhas preferidas, aparece correndo ao lado de uma chamada que diz: “A melhor razão para ser positiva com o seu corpo: a ciência diz que o amor-próprio faz você correr mais rápido”. E Nadia não foi escolhida por acaso: quem acompanha seu Insta sabe bem que correr é uma das (sim!) atividades físicas preferidas da moça. Lamento informar aos haters de plantão, mas sobrepeso não é sinônimo de sedentarismo.

nadiacorre

 

4. E dançar

Mais uma coisa que, na cabeça dos preconceituosos de plantão, gordo não pode fazer. Rebato com um exemplo que, para mim, é um dos grandes momentos da representatividade neste ano. Anitta, que hoje é uma das cantoras mais populares do Brasil – e que está dando seus primeiros passos para fora da terrinha –, convidou bailarinas gordas para integrarem seu corpo de baile. Já falamos sobre elas por aqui, mas não custa lembrar: Thais Carla e Tatiana Lima só reforçam que a mulher gorda pode dançar – e muito! Peso e manequim não são limitadores de nada que você queira ser ou fazer nessa vida, tá?

as bailarinas

 

5. Se amar <3

“Como tu te gosta tanto, mesmo sendo gordinha?”. Vou confessar para vocês: não foram poucas as vezes em que ouvi esse tipo de questionamento. Às vezes irônico, outras até um pouquinho invejoso, mas em muitas ocasiões, sincero. Afinal, como essa menina, que tinha tudo para ser recalcada e estar se escondendo atrás de peças largas, não tem vergonha de andar de cropped por aí? Pois bem, não tenho.
Ou melhor, aprendi a não ter. Toda vez que essa pergunta cretina aparece, entre risadas ou em tom confessional, rebato do mesmo jeito: “E eu não gostaria de mim mesma por quê?”.

Meu peso e o número do meu manequim nunca foram fatores determinantes da minha vida. Não passo o tempo todo pensando nisso – aliás, nem 5% do tempo. Na real, penso mais mesmo quando vou ao shopping e tenho dificuldades de encontrar um jeans que me vista bem, porque, infelizmente, a indústria fashion de massa ainda ignora a existência de quem veste mais do que 44. É por isso que, contrariando as expectativas de muita gente, faço de tudo para não me diminuir e não me amar nem um pouquinho menos por ser gorda, gordinha, plus size, whatever. Gorda é só uma característica minha, e de muitas de nós. Não deixe que a conotação negativa que se agrega à palavra domine a imagem que você vê no espelho. Não permitam que um estereótipo diga o que você pode ser e o que você pode fazer.

 

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