5 conquistas que fizeram a diferença para as mulheres em 2017 – e o que ainda precisamos para 2018

Final de ano é a época em que a gente relembra tudo o que teve de bacana ao longo dos últimos 365 dias – e também o que não foi tão legal assim. É hora de pensar no que a gente poderia ter feito diferente. E no que deseja alcançar. Na vibe retrospectiva, vamos relembrar as conquistas que tornaram um pouquinho mais fácil ser mulher em 2017 – e o que queremos alcançar em 2018.

Spoiler: temos muito trabalho pela frente, gurias! 

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É lindo demais ver uma mulher cheia de curvas como Ashley Graham aparecendo cada vez mais em capas de revista e comerciais. Ela tem suas celulites, sim, uma dobrinha aqui e outra acolá – e demonstra uma confiança que vai muito além de qualquer manequim. Fora que é estilosa que só, né? Neste ano, vimos a top entrar para o ranking das 10 modelos mais bem pagas do mundo, ao lado de nomes como Gisele Bündchen e Karlie Kloss. Foi a primeira vez que uma modelo considerada plus size entrou na lista.

MAS…

…falta muito, mas MUITO ainda para conquistarmos representatividade real no mundo da moda. Ashley é responsável por colocar as garotas curvy nas páginas de revista, mas a gente sabe bem que uma parcela significativa das mulheres veste mais do que 46 – eu inclusive. E Ashley, querendo ou não, ainda está próxima dos padrões: quase não tem barriga, por exemplo, mesmo sendo mais curvilínea do que uma angel da Victoria’s Secret. Queremos ainda mais diversidade de corpos, que representem DE VERDADE a multiplicidade de mulheres que vemos nas ruas. Para citar alguns exemplos? As maravilhosas – e brasileiras – Mayara Russi e Bia Gremion.

 

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Ela soma mais de 15 anos de uma carreira como modelo para lá de bem-sucedida no Exterior. Quer mais? Neste ano, a incrível Fluvia Lacerda resolveu compartilhar com a gente doses generosas de autoestima em seu livro Gorda Não É Palavrão, um misto de autobiografia e autoajuda. O objetivo? Ensinar a ser feliz gostando do nosso próprio corpo como ele é. Inspiração das boas.

 

MAS…

…mesmo sendo a top plus size mais famosa do Brasil, Fluvia conquistou pouco espaço por aqui – como muitas modelos GG. Queremos ver mais mulheres gordas e lindas em revistas e propagandas, e não só no escaninho “mulher plus size”. Por que Fluvia não poderia estar em uma campanha de maquiagem? Ou em um comercial de carro? A mulher gorda precisa ser vista como referência e parte da sociedade, e não só quando se fala de moda.

 

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Uma boa notícia: em agosto, a revista americana Variety publicou uma lista com os maiores salários de atores e atrizes de drama e comédia dos Estados Unidos. O que a gente esperava? Disparidade, como estamos acostumadas a ver – a mulher ganhando bem menos para um papel de igual importância. Mas, sim, há esperança, gurias: pelo menos quando se fala de Game of Thrones, os principais atores e atrizes recebem o mesmo valor, cerca de US$ 500 mil por episódio.

MAS…

No mundo real, a gente sabe que ainda não é assim. O chamado gender pay gap, quando homens recebem valores mais altos do que as mulheres em uma mesma empresa ou em um mesmo projeto, é realidade no mercado de trabalho. Ninguém é boba de pensar que em um ano vamos resolver essa desigualdade histórica, mas que tal apoiar iniciativas e valorizar ainda mais o trabalho das mulheres que te cercam?

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A Global Entrepreneurship Monitor 2016, pesquisa desenvolvida pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), revelou que 51,5% das empresas brasileiras criadas nos últimos três anos e meio foram idealizadas e executadas por mulheres. Sim, estamos empreendendo como nunca!

MAS…

…ainda somos minoria em cargos de liderança nas grandes empresas: os homens estão na chefia de 57,3% das posições principais, como presidência e CEO. E isso não é falta de competência não, viu? Fatores relacionados ao machismo, aquele inimigo bem conhecido de nós todas, explicam: mulher engravida e tira licença-maternidade, falta mais para cuidar de filho doente (porque muitos homens ignoram suas responsabilidades como pais)… E também há mentes pequenas que acreditam que mulheres não sabem negociar, ou gerenciar empresas e gerir pessoas. Mais do que na hora de pisotear nesse patriarcado, né?

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Nunca se falou tanto sobre abusos e assédio. Das redes sociais às conversas de bar, o tema virou assunto pautado tanto por casos de mulheres comuns, como eu e você, até de denúncias envolvendo famosos, como o produtor de cinema Harvey Weinstein e o ator José Mayer. Botar a boca no trombone não é nem um pouco fácil, a gente sabe. Mas funciona.

MAS…

…o debate precisa chegar a mais mulheres, porque segue na nossa bolha privilegiada. Precisa estar também na casa da senhora que mora na zona rural daquele município de 5 mil habitantes, que acha que é normal o marido cansado descontar sua raiva nela. E de tantas mulheres pobres, negras ou trans que estão sujeitas a situações de assédio que nem imaginamos. Mais do que denunciar, queremos que isso não aconteça mais.

 

Parece pouco? Sim. Mas já somamos mais conquistas do que em 2016. Como diria Dilma, vamos deixar a meta aberta e, quando atingirmos, vamos dobrar a meta. O que não podemos mais é parar de avançar. Tamo juntas, gurias?

 

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