Magra de Taubaté: Por que a lipo polêmica da Boca Rosa pode gerar tantas neuras com o corpo

Magra de Taubaté: Por que a lipo polêmica da Boca Rosa pode gerar tantas neuras com o corpo

Influenciadora: está aí uma das palavras mais ouvidas nos últimos anos. De moda a maquiagem, decoração a vida fitness, cinema, games, música… Tem muita, mas muita gente bacana que vira referência pela internet da vida por falar dos mais variados assuntos. Viciadinha em Instagram que sou, sigo muitas – mas confesso que já dei unfollow em várias também. Das que permanecem ali no feed, ganhando meu like a cada novo post, estão gurias que foram fundamentais para me ajudar a encarar de um jeito mais sadio e empático minha própria imagem refletida no espelho.

A Ju Romano, uma das primeiras bloggers plus size do Brasil, me ensinou que não tem problema nenhum usar regata se você tem braços gordinhos. A Fluvia Lacerda, modelo que foi capa de Donna há algumas edições, mostrou que não preciso de medinho nenhum se quiser colocar um vestido justo. A lista é longa: a Jé Lopes, do Femme Fatale, que, a cada vídeo, injetava na minha cabeça que dá para ser gorda and maravilhosa. A Gabi Fresh, uma fashionistona daquelas, com etiqueta tamanho 50. Minha timeline, ainda bem, está repleta destes (e muitos outros) mulherões incríveis. Todas elas, de um jeito ou de outro, acabaram influenciando minha vida – olha aí a tal palavrinha da vez provando seu significado. Para minha sorte, (muito) positivamente. Só que nem sempre é assim.

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Esses dias, a influencer-blogueira-youtuber Bianca Andrade, mais conhecida como Boca Rosa, virou assunto para além do Instagram. O motivo? A moça admitiu, sem querer, que fez lipoaspiração. E a internet veio abaixo.

É aqui que vocês perguntam: o que tem de mal nisso, afinal? Nada. Nada mesmo. Não é problema nenhum fazer cirurgia plástica se isso vai te fazer feliz. Se vai contribuir para sua autoestima e você está com uns pilas a mais no bolso, vai em frente. Palavras de quem já passou pela faca: eu mesma fiz mamoplastia, aquela cirurgia redutora dos seios, quando tinha pouco mais de 18 anos. Analisando hoje, aos 27, acho que faria do mesmo jeito, mas provavelmente teria esperado mais para ter certeza de que era a decisão correta.

Minha única ressalva com a plástica: precisa ser uma decisão bem pensada, que realmente te ajude e não vire gatilho para mais neuras com o corpo. E isso vale para plástica no nariz, silicone, lipo e até a polêmica bariátrica. Vale conversar com o médico, com as amigas, com a família e, principalmente, refletir se é isso mesmo que a gente quer. E se for, tudo bem. Mesmo.

Só que, no caso da Boca Rosa, o buraco é mais embaixo. Para quem não está ligada, ela virou uma das embaixadoras do abdômen trincado nas redes. Em seu Insta, que acumula mais de 5,7 milhões de seguidores – a maioria absoluta de meninas adolescentes –, Bianca vive falando sobre os 14 quilos que emagreceu com seu “novo estilo de vida”, baseado em “alimentação, treinos, estética, cinta e ortomolecular”. A tal cinta, aliás, virou objeto de desejo das seguidoras que buscam a barriga negativa da blogueira: aparece inclusive no vídeo “Como ter a cintura mais fina”, com mais de 1 milhão de views em seu canal do YouTube.

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Print de um post que foi apagado do Insta de Bianca

Além da tal cinta mágica, Bianca também credita sua boa forma às “comidinhas da terra”, como ela chama a dieta que segue, que não inclui quase nada de produtos industrializados. E a tal lipo? Jamais foi citada. Até que ela deixou a informação vazar durante o programa The Bate Boca, da rádio Mix FM. Quando os apresentadores chamaram o intervalo, Bianca, que não sabia que a atração estava sendo transmitida ao vivo também pelo Facebook, chama a mãe ao estúdio e questiona: “Vão perguntar da lipo. O que eu falo?”. Tarde demais: já havia vazado.

E qual o problema de o público saber da lipo? Bem, se Bianca fosse uma blogueira de moda comum, nenhum. Se fosse uma pessoa “normal”, nenhum também. Só que Bianca fala, todos os dias, para quase 6 milhões de seguidores que sua barriguinha trincada – bem além da de qualquer viciada em academia – é resultado somente de exercícios e alimentação saudável. Passa a ideia de que é fácil emagrecer, e a gente bem sabe que não é. Cria a ilusão de que, com uma cinta “mágica” que custa um dinheirão, as gurias que a seguem também podem conseguir. E gera uma frustração absurda quando, ao final do dia, elas tiram a tal cinta e percebem que a barriga não virou six pack. “Amo demais a Bia, mas sofri para ter uma barriga que nem a dela, procurei a cinta e tudo… Ela tem essa cintura porque fez lipo, esqueceu de falar isso!?”, questiona uma das seguidoras. E não é verdade?

Quando isso vem de uma influenciadora, principalmente com o poder e a abrangência da Boca Rosa, não dá para ser desonesto assim. Querendo ou não, ela influencia e até vira exemplo para muita adolescente – como aquela sua sobrinha ou a prima mais nova, já pensou? Se na nossa adolescência as atrizes da TV eram referência de beleza, hoje são as influencers – e não dá para ignorar a força que essas gurias têm, para o bem ou para o mal. Podem ajudar a lidar melhor com o próprio corpo, ensinar a fazer uma make que deixa você ainda mais bonita ou, claro, criar a ideia de que você pode emagrecer 14 quilos facilmente e ter uma barriguinha de Photoshop graças a uma cinta modeladora. Boca Rosa, isso não cola mais.

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Anote na agenda! Porto Alegre terá feira de moda plus size no fíndi

Anote na agenda! Porto Alegre terá feira de moda plus size no fíndi

Alerta comprinhas! Neste sábado e domingo, dias 2 e 3 de dezembro, rola a edição de aniversário de um dos eventos mais bacanas de moda GG do Estado, a #BPSPOA – Feira de Moda Plus Size. O evento será na Associação Israelita Hebraica RS, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre.

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Vivi Lemos, a organizadora do evento, comemorando o aniversário de um ano da Feira

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Por lá, você encontra de tudo um pouco para abastecer o armário para o verão: tem lingeries, moda praia e opções para quem quer peças divertidas ou mais casuais.

Entre as marcas-destaque, estão a Feminina Plus Size, que faz biquínis e maiôs lindos. Duas lojas virtuais que eu acompanho também estarão por lá com várias pecinhas mara: a Plus Size, o Seu Tamanho, que vende lingeries, pijaminhas e camisolas até o tamanho 60; e a Gorda Sim, que faz curadoria de vários itens bacanas. Quer mais? Também estará lá a marca plus Rainha da Cocada, que investe na moda fun, cheia de estampas coloridas. Para quem busca roupas de ginástica, vale espiar as novidades da La Curvy. É a chance também de conhecer a seleção de peças da Optchá, da Theodora e do Cantnho da Ju.

Nos vemos lá, né?

#BPSPOA – Feira de Moda Plus Size
Nos dias 2 e 3 de dezembro, sábado e domingo
Local: Associação Israelita Hebraica RS (Rua João Teles n. 508 – Bom Fim – Porto Alegre)
Entrada: 1 kg de alimento não perecível
Informações: (51) 98433-3753

 

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Por que Anitta dizer que vai parar de fazer dieta e “virar” plus size é tão sem noção

Por que Anitta dizer que vai parar de fazer dieta e “virar” plus size é tão sem noção

Anitta virou a rainha do pop nacional, não dá para discordar. Mas, goste você ou não do trabalho da poderosa – e, vale frisar, faço parte do time que não perde um show da cantora por aqui –, não dá para ignorar que ela dá umas escorregadas feias.

Às vezes, nem quem te ama consegue te defender, amiga.

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A mais recente foi um dia desses, quando Anitta disse que ia “virar plus size” porque não queria mais fazer dieta. Foi além: em vídeos postados nos Stories de seu Instagram, ainda encenou o jeito que, na visão dela, uma pessoa gorda anda e fala – de um jeito escancaradamente debochado. Quer mais? Ainda completou dizendo que, se ganhasse muitos quilos, a imprensa nem a reconheceria mais. Pois é.

Anitta, nem sei por onde começar, sabe? Mas senta que a gente precisa conversar. Como alguém que acompanha sua evolução desde Show das  Poderosas, me reservo o direito de explicar, tim-tim por tim-tim, por que você deu uma mancada das grandes.

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Já de largada, não diga que vai “virar plus size” porque não quer mais fazer dieta. Você pode não se dar conta, mas essa brincadeirinha aparentemente inocente minimiza toda uma parcela das mulheres – a maioria das brasileiras, aliás –, que fica reduzida a pessoas preguiçosas que não querem fazer dieta. O velho estereótipo da gorda comilona e preguiçosa, que ninguém atura mais. Não sei se você sabe, mas muita gente não é gorda porque quer ou porque foge do regime, sabia? Não dá mais para fazer essa ligação entre magra e saudável-rainha-do-brócolis x gorda e comedora-compulsiva-de-fast-food. Ah! E não custa lembrar que existe muita gorda para lá de saudável, que tem uma alimentação mais regrada do que muita musa fitness por aí. Outro detalhe: mesmo que você fique sem dieta até o Carnaval, como falou no vídeo, eu duvido DE VERDADE que você vá ganhar 40 quilos e usar 46 – que é onde começa o manequim plus size.

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Sinceramente? Não acho, mesmo, que a Anitta seja preconceituosa conscientemente com pessoas gordas. Basta ver que a cantora convidou uma bailarina plus size para dançar ao lado dela no clipe de Paradinha. Logo depois, contratou outras duas bailarinas gordas para seu corpo de baile: as musas Tatiana Lima e Thaís Carla (na foto abaixo). Mas justamente por ter tocado no ponto da representatividade é que ela precisa se dar (ainda mais) conta do impacto de suas palavras.

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Como bem disse a sábia amiga de timeline Flávia Durante, não dá para cobrar militância de artista pop. Só que também não dá para ignorar a influência que pessoas como Anitta têm na vida dos jovens – incluindo meninas e mulheres com a autoestima em formação. Pensa só: Anitta tem mais de 23 milhões de seguidores, que acompanham diariamente suas postagens no Instagram. Primeiro, esse povo todo liga a TV e depara com a cantora rebolando ao lado de bailarinas gordas. Lindo e inclusivo. Só que, depois, veem a mesma Anitta fazendo brincadeiras nada simpáticas sobre o “jeito” que uma pessoa gorda anda, além de dizer que ficaria irreconhecível com quilos a mais. Incoerência, no mínimo, né? Sem contar que esse tipo de piada sem graça pode virar motivo para muita gente que têm problemas com o próprio corpo detestar ainda mais a imagem refletida no espelho.

É por isso que o espaço especial que esta coluna ocupa aqui em Donna fica reservado a um pedido de reflexão: não custa a gente pensar no que fala, né? Pode não ser por mal, pode não ser por preconceito escancarado – ainda que, talvez, reflita alguma insegurança interna que temos. Mas a gente precisa pensar nos efeitos que as nossas palavras ou brincadeiras podem ter para quem nos ouve. E isso não é mimimi ou patrulha do politicamente correto, é apenas empatia com o próximo. Ainda mais quando este tal próximo é adolescente, cheio de inseguranças com a própria imagem. Anitta pode (e, acredito eu, deve) ter falado de brincadeira, mas fica a lição: não dá para ignorar os reflexos do que a gente diz.

Para pensar, poderosa(s)!

 

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Nude inspirador – e de luxo! Top plus size gaúcha posa para fotógrafo J.R. Duran

Nude inspirador – e de luxo! Top plus size gaúcha posa para fotógrafo J.R. Duran

Dia desses, estava aqui rodando a timeline do Instagram quando deparei com essa foto linda, linda. E de quem era? Da super top gaúcha Betina Körbes, que eu tive a sorte de trabalhar em duas oportunidades aqui na Revista Donna.

Quem conhece a Bê sabe bem: ela é a doçura em pessoa. Comprometida (e linda!) que só, não demorou a avançar as fronteiras do Estado e hoje integra o casting da Ford Models Curve em São Paulo. Trabalhos no currículo tem até dizer chega: basta espiar o Insta da musa de olhos verdes para ver alguns dos ensaios.

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Mas meus olhos brilharam ainda mais ao ver o último feito da moçoila. Ela posou para ninguém menos do que J.R. Duran, fotógrafo que dispensa qualquer apresentação. Quer mais? O clique foi com Betina linda e plena, como veio ao mundo. Olha só:

 

Sério, meu coraçãozinho não aguenta de orgulho! A fotografia integra a 10ª edição da Rev. Nacional, publicação semestral editada e fotografada pelo mestre J. R. Duran. Chamei a Betina para contar pro blog um pouquinho sobre o ensaio:

“Esta é a primeira vez que poso nua. No começo eu fiquei envergonhada, mas pensei melhor e vi que não precisava ter medo. Mostrei ao mundo que o padrão está aí para ser quebrado, temos essa beleza plus size e quero ser reconhecida por isso. Esse tipo de trabalho não é só um incentivo para a minha autoestima, mas também para todas as mulheres que têm um corpo parecido com o meu. De certa forma, meu trabalho é ajudar outras pessoas a sentirem-se confortáveis com o seu próprio corpo”, escreveu a musa.

Sobre o trabalho com J. R. Duran, nossa top também é só elogios:

“Foi bem tranquilo! No começo fiquei muito tímida, mas depois eu me soltei, fiquei mais a vontade e perdi a vergonha. Foi uma honra trabalhar com o Duran e conhecê-lo. Admiro o trabalho dele. E as fotos dele ficaram incríveis! Então, eu nunca tinha feito nem uma nude no celular. Imagina que minha primeira nude é assinada pelo J.R. Duran! Não é pra qualquer uma né?”, conta.

Além da Betina, a revista também inclui uma imagem de outra modelo plus de quem sou fã: a catarinense Raphaella Tratsk. Espia:

 

Arrasaram, gurias!

 

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Estas fotos provam (mais uma vez) que mulheres gordas podem ficar incríveis em vestidos de festa

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Quem é curvilínea, gordinha ou gorda sabe bem: não é nada fácil encontrar roupas de festa que nos sirvam. Vestir bem então? Uma dificuldade ainda maior. Ainda há uma falta de empenho imensa de estilistas e marcas em pensarem em modelagens que caiam bem no corpo gordo, que valorizem nossas curvas e que não pareçam, em bom português, um saco – só que com brilho.

Eu mesma acabei de passar por isso: tive dois casamentos de amigas queridas em menos de um mês, e só encontrei vestidos legais e que tivessem a ver com o meu estilo aos 45 do segundo tempo, e isso que visto 48/50. Formandas, convidadas de casamento e noivas: I feel your pain!

É por isso que meus olhos brilham de verdade quando vejo uma coleção de roupas de festa pensada para quem é GG – ou mais. A marca nova-iorquina Eloquii acaba de lançar vestidos incríveis, cheios de informação de moda e que vestem bem. De verdade.

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O melhor? A campanha foi clicada com ninguém menos do que Tess Holliday, uma das principais modelos gordas do mundo. E isso é demais porque quem conhece Tess sabe bem: ela é a quebra de padrões em pessoa. Tess é uma ruiva maravilhosa, toda tatuada. E Tess é, também, uma mulher gorda de verdade: tem braços gordinhos, tem coxões, tem quadris largos. Tem também barriga e pneuzinhos, coisa que, aliás, muitas modelos “plus” não tem. Eu não consigo me identificar menos.

E basta olhar as fotos ao longo deste post para ver que os vestidos são, de fato, pensados para corpos gordos como o de Tess. É exatamente por isso ela ficou tão linda neste ensaio, clicado na suíte de um apartamento de luxo em Paris. Quando há interesse e esforço em criar roupa de verdade para a mulher gorda, que gosta de moda e não tem medo de usar peças justas ou curtas, não tem como dar errado. Viram, grifes brazucas?

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Para quem curtiu os vestidos da Eloquii, vale contar que a marca entrega no Brasil (espia o e-commerce aqui!). A coleção conta com 11 peças, incluindo um macacão, com valores a partir de 20, dólares (algo em torno de R$ 650). Inspirada na Cidade Luz, a linha tem vestidos em materiais nobres (e glamurosos!) como jacquard, paetês, rendas, penas e veludo.

– Já se foram os dias em que as mulheres precisavam tentar se vestir – diz Jodi Arnold, que assina a direção criativa da marca, ao site Refinery 29. – Nossa cliente ama glamour e quer se vestir bem. (…) Espero que estejamos preenchendo um espaço em branco que elas nunca tiveram antes.

Arrasou, Eloquii!

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