Nike lança sua primeira coleção de roupas esportivas plus size

Nike lança sua primeira coleção de roupas esportivas plus size

Como diria Galvão, É TETRAAAA!

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Depois de muito apelo das consumidoras, a Nike finalmente ampliou sua grade de tamanhos e lançou uma coleção fitness plus size. Siiim!

Em comunicado, a grife esportiva explica a decisão:

“A Nike reconhece que as mulheres são mais fortes, ousadas e abertas do que nunca. No mundo de hoje, o esporte não é mais algo que ela faz, mas quem ela é. Os dias em que precisávamos acrescentar “feminino” antes de atleta acabaram”, diz a marca em mensagem oficial. “Precisamos alimentar essa mudança cultural, celebrando a diversidade destas atletas, da etnia à forma do corpo”.

Espia algumas das peças da coleção:

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Para nossa sorte, a Nike promete não simplesmente aumentar o tamanho das peças, mas sim pensar em modelagens que funcionem para corpos maiores. E a gente bem sabe que isso faz apenas TODA a diferença, né?

“Quando projetamos o plus size, não estamos proporcionado apenas nossos produtos em tamanhos maiores. Isso não funciona, como nós sabemos, porque a distribuição de peso de cada um é diferente”, explica Helen Boucher, vice-presidente de vestuário feminino para treinamento.

Pelo que já deu para ver dos itens mostrados pelas influencers Grace Victory e Danielle Vanier, o que pode se esperar são peças com pegada mais básica, mas que não deixam o design de lado. Um pedido para as próximas coleções, Nike: pode botar mais cor e mais estampas que a gente ama também, tá? Mas já vimos que está indo pelo caminho certo. A coleção já está disponível para compra online, por enquanto só na versão gringa – e a gente espera que logo desembarque por aqui!

nikeplus

Quem é curvilínea, gordinha ou gorda mesmo sabe bem: se já é difícil achar roupa para o dia a dia, o que dirá look para malhar? É beeem complicado! O estigma de que gorda não malha se estende aí também: a minha impressão é que as marcas fitness simplesmente ignoram que a gente malha e precisa de roupa para ir à academia, praticar esportes, dançar, correr na rua. Pelo menos, até agora.

Para um próximo post (aliás, o blog vai voltar a ser atualizado com mais frequência, promeeeto!), quais marcas plus size com coleção fitness que vocês curtem? Conta nos comentários ou lá no Face do Plus a Mais, tá?

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Por que precisamos falar sobre a gordofobia contra a Miss Canadá

Por que precisamos falar sobre a gordofobia contra a Miss Canadá

Siera Bearchell era uma das 85 belas mulheres que competiam pela faixa de Miss Universo na noite deste domingo (29). Estudante de Direito, empresária e atleta, a jovem de 23 anos já havia sido eleita a mulher mais bonita de seu país, o Canadá. Preenchia todos os requisitos para estar no concurso, realizado nas Filipinas, assim como as outras 84 concorrentes – tanto que passou por duas fases, e ficou entre as nove finalistas da noite. Ainda assim, a Miss Canadá foi vítima de gordofobia.

Durante a transmissão do concurso pela BandTV, dois apresentadores fizeram comentários que sintetizam o quanto os padrões de beleza ainda estão enraizados. Desde que a competição começou, o stylist Raphael Mendonça “estranhava” a presença da moça entre as concorrentes por ela ser “cheinha”.

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Vamos recapitular:

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O stylist declarou que Siera não tinha “corpo de miss”. Já o ator Cássio Reis, coapresentador do evento na Band, foi além: insinuou que a Miss Canadá estaria no concurso para “cumprir cotas”.

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Faz algum sentido para vocês? Porque, sinceramente, para mim não – e, felizmente, para boa parte de quem se manifestou contra pelas redes sociais.

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Raphael e Cássio reproduziram em cadeia nacional a cobrança que as mulheres sofrem diariamente para estar dentro dos padrões. Estereotiparam o que deveria ser o “corpo de miss” e julgaram inadequada uma candidata que cumpria todos os requisitos para estar dentro do Miss Universo.

Mais: chamaram de “cheinha” uma mulher que não deve ter mais do que 60 e poucos quilos, SE tiver. Sabe o quão nocivo é esse tipo de comentário? O quanto chamar uma mulher magra (sim, MAGRA) de cheinha alimenta preconceitos e incentiva padrões irreais? O quanto afunila ainda mais o conceito de beleza e faz uma mulher de 60 quilos entrar em paranoia por causa do peso? E o quanto isso pode influenciar a autoestima de tantas e tantas gurias que estão acompanhando?

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Pode não parecer – já que estamos falando de uma miss –, mas trata-se de um caso típico de gordofobia. É esse tipo de comentário que deixa as mulheres magras cada vez mais reféns da balança, já que qualquer centímetro a mais no abdômen a torna “cheinha” aos olhos da sociedade. E é também o que aumenta cada vez mais o abismo que existe entre mulheres curvilíneas, gordinhas, gordas e obesas.

Siera, de fato, tem um pouco mais de peito, bumbum e coxa do que as demais candidatas, e, ainda assim, é uma mulher linda, que merecia o título quanto qualquer outra candidata – porque ela passou por todas as eliminatórias. E, ainda que ela tivesse barriguinha (que não tem), celulite ou estrias, o que isso a impediria de ser eleita a mais bonita do mundo? Por que a mais bonita precisa ser uma mulher com o mesmo biotipo sempre? Já parou para pensar o que convencionamos ser corpo de Miss? Até quando a gente vai aplaudir essa idealização nada saudável do que é um corpo perfeito?


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Mas, infelizmente, passa longe de ser a primeira vez que Siera ouve esse tipo de comentário sobre seu corpo. Em seu Instagram, a Miss Canadá relembrou uma das primeiras ocasiões em que foi considerada “diferente” dentre as candidatas:

Como eu me sinto sendo tão maior que as outras concorrentes?’ Um jornalista acabou de me perguntar isso durante uma conferência. Eu quase fiquei sem palavras.

E a resposta dela foi apenas incrível – e, como diria minha vó, um “tapa de luva de pelica” na cara dos comentários gordofóbicos da noite deste domingo:

Eu pensei: ‘Como eu me sinto sendo eu mesma? Como eu me sinto por ser confiante comigo mesma? Como eu me sinto realizando meu sonho de representar o Canadá no palco do Miss Universo? Como eu me sinto sendo um exemplo para tantas jovens mulheres que têm dificuldades de encontrar alguém para admirar? Como eu me sinto redefinindo a beleza?’. Minha resposta: Me sinto ótima.

Para encerrar, Siera ainda falou sobre a polêmica com seu corpo com Ashley Graham, modelo considerada curvy que conquistou os holofotes – e é uma das musas aqui do Um Plus A Mais. Olha só:

“Você tem que descobrir o que você ama em você, e não o que podemos mudar em nós mesmas”.

A gente só tem uma coisa para te dizer, Siera:

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#MeuCorpoDeVerão: O dia em que larguei a canga e usei biquíni sem medo

#MeuCorpoDeVerão: O dia em que larguei a canga e usei biquíni sem medo

Por muito tempo, eu dizia que odiava praia. Minha família tem casa no litoral e, mesmo assim, eu passava o verão na cidade, inventando todo tipo de desculpa para não ir um final de semana sequer. Primeiro foi o estágio, e depois o trabalho. Em casa, rolava algo parecido: a piscina que meus pais instalaram quando eu tinha uns oito anos passou de xodó da infância a vilã da adolescência. A vergonha do meu próprio corpo era maior do que a vontade de aproveitar os dias de calor.

#MeuCorpoDeVerão
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Enquanto escrevo esse texto, me flagro lembrando de todos aqueles momentos em que neguei a mim mesma o direito de ser feliz sem perceber. Preferia chamar minha amiga de adolescência a passar as tardes das nossas férias de colégio no ar-condicionado do shopping vendo vitrines a convidá-la para uma tarde na piscina comigo. Neguei convites da tia para passar um feriadão em Florianópolis, e ficava sentada todos os dias na beira da piscina, de legging e camiseta preta, enquanto meus pais e meu irmão brincavam na água. Logo eu, que sempre fui empolgada para tudo, que adorava uma junção ou um programa diferente, fingia que não estava a fim de nada se precisasse vestir um biquíni. Ou uma blusa de alcinha. Ou uma saia mais curta. Eu, que sempre fui desencanada e “tô nem aí” para tanta coisa na vida, deixava que os outros me dissessem como eu deveria ser e o que podia vestir. Ou o que não podia.

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A ficha começou a cair não faz muito tempo. Há uns três verões, minha mãe resolveu passar uns dias em Santa Catarina. Eu já tinha marcado minhas férias para janeiro, não tinha como escapar. Enquanto arrumava a mala, comecei a sofrer por antecipação. “Logo Santa, com aquele monte de gente malhada, o que eu vou fazer?”. Na dúvida, coloquei mais um short e tudo o que lembrasse canga na bagagem. Já há algum tempo, acompanhava com afinco tudo o que duas blogueiras que vocês leram nas páginas anteriores diziam: a Ju Romano e a Nuta. Durante a viagem de seis horas de carro, fui matutando: “Se a Ju veste biquíni, por que eu não tenho coragem? E se…”.

Dessa vez o “se” teve um final feliz. Minha personalidade 8 ou 80 finalmente foi útil quando decidi que, se era para botar biquíni, que botasse sem canga mesmo. Sem pensar duas vezes, me vesti e saí da pousada rumo à praia só de biquíni, com a tal canga levemente amarrada nos ombros para evitar o sol quente. Já na areia, qual foi a minha surpresa: ninguém me olhou. Ninguém reparou em todos aqueles problemas que eu encontrava toda vez que me via no espelho – e que hoje sei que são só características minhas.

A cada dia, uma nova amarra era deixada para trás: a vergonha de mostrar os braços gordinhos, a perna com celulite, o bumbum grande demais em uma saia justa. Hoje, sou a gorda abusada que usa saia lápis com cropped à la Kim Kardashian, paetês e brilho de dia se der vontade. Hoje, tenho que cuidar para não me vestir como se estivesse indo para uma festa toda manhã, porque não consigo negar mais nada a mim mesma. E se hoje transbordo, é porque um dia tive a inspiração de mulheres incríveis que me disseram: “Vai lá e seja quem você é sem medo”. É isso que desejo a todas as Thamires que existem por aí: não percam mais nem um dia se escondendo de vocês mesmas. Nada é tão incrível como se sentir bem na própria pele. Então, por que não?

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Chris Pratt revela que já foi considerado “gordo demais” para papel em Hollywood

Chris Pratt revela que já foi considerado “gordo demais” para papel em Hollywood

Nós, mulheres – e, principalmente, nós, mulheres gordas – já ouvimos vários tipos de comentários que ligam nosso físico a nossa capacidade. Não são poucas as histórias de gurias que foram rejeitadas em entrevistas de emprego porque não vestem um manequim pequeno, ou porque tem alguma característica física – não intelectual ou que afete seu profissionalismo e sua capacidade de exercer aquela função – que não “condiz” com a vaga, na avaliação (extremamente subjetiva e preconceituosa) do patrão. E também existem as piadinhas com as loiras, e aquela ideia de que a mulher bonita só está em um cargo de chefia porque é bonita e “passou no teste de sofá”. Machismos de cada dia, né?

E é por isso que me surpreendeu tanto uma declaração de Chris Pratt à próxima edição da revista Vanity Fair. Chris, ator hollywoodiano, sofreu na pele o que é estar “fora dos padrões” (muita aspas aqui!) durante os testes para um papel no longa O Homem Que Mudou o Jogo, de 2011.

“Essa foi a primeira vez que ouvi alguém dizer: “Nós não queremos você no elenco. Você está muito gordo”, contou.

E Chris estava longe de ser um ator iniciante. No currículo, estava o papel que o catapultou à carreira artística com o personagem Andy Dwyer da série Parks and Recreation – antes disso, já havia participado de séries como The O.C. e Everwood. Ou seja: todo mundo já sabia que Chris era um baita ator e que tinha capacidade de executar o papel. E o que ele fez?

“Eu decidi perder peso, como no Wrestling. Eu não podia pagar um treinador, então comecei a correr, fazer dieta e cortar o álcool”, relembra.

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Isso prova que os padrões de beleza não estão restritos às mulheres. Sim, não há sombra de dúvidas que nós sofremos muito mais com cobranças sobre o corpo. O mais triste é que isso vem desde a infância (quem também foi criança gordinha sabe!), te atinge em cheio na adolescência e afeta, inclusive, sua carreira em muitos casos. Desde sempre, somos condicionadas a surtar com cada celulite ou estria, viver de dieta para perder “aqueles três quilinhos”, reclamar que os peitos estão caídos ou que o derrière não está tão na nuca quanto a gente queria. E toda essa paranoia é, infelizmente, algo que está presente com muito mais força no universo feminino.

Mas não é só com a gente: gordofobia e preconceitos no geral com relação ao corpo também aparecem no cotidiano deles. E é por isso que eu acredito tanto que a gente tem que unir forças para não deixar esse tipo de situação ser algo normal. O que a gente precisa, de fato, é lutar para que o manequim que você veste não seja mais determinante de quem você é e do que é capaz.

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Mais do que isso: que, para ser galã ou mocinho na ficção (ou na vida), você não precisa ser o cara sarado. Para ser a heroína, a profissional bem-sucedida ou a garota que conquista o boy magia na telinha, não deveria ser pré-requisito que você vista 36. É assim, vendo todos os dias um mesmo tipo de pessoa ser a “vencedora”, que a gente cria essa ideia de que só o magro, o sarado, o tanquinho é bonito. É essa imagem que as crianças crescem assistindo – e é isso que a gente precisa combater. E se o herói fosse gordinho, qual o problema, sabe?

Um alento: embora Chris tenha emagrecido para papéis em filmes como Guardiões da Galáxia, o cara não é nada noiado em relação à aparência. A própria esposa do moço, Anna Faris, prefere a forma física anterior, como ele contou à GQ em 2014:

“Acho que a Anna está apostando que um dia vou voltar a ser gordo e ela vai dizer: ‘lembre-se, querido, sempre disse que preferia você dessa maneira’“, declarou.

“Eu posso dizer que as pessoas se motivaram com a minha transformação e que isso é muito bom. Mas todo mundo deve saber que quando essa coisa de astro do cinema acabar, eu talvez volte a ser o cara gordo. Eu amo os benefícios da atividade física e eu tenho uma criança agora. Se exercitando, você realmente consegue ter 20, 30 anos a mais na sua vida. Mas você também tem que viver, então, espero que eu consiga achar um bom balanço entre isso”.

Equilíbrio: falou tudo, Chris! Mas isso é assunto para um próximo post, tá?

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Look de Fabiana Karla no Emmy Internacional quebra mitos sobre moda plus size

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Que Fabiana Karla é, há tempos, uma das musas plus size do Brasil, ninguém duvida. A atriz não tem medo de expor opiniões, está sempre de bem com a vida e não tem pudor nenhum de seu peso. Basta espiar seu Instagram @barbiefat (eu AMO o nickname!) para ver o quanto Fabi é inspiradora: usa estampas, cores mil, roupas justas (e larguinhas também)… Enfim, o que ela tem vontade – e é assim que tem que ser, né?

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Por isso não me surpreendeu a escolha da atriz para a cerimônia do Emmy Internacional, que rolou na noite desta segunda-feira, em Nova York. A comediante estava lá para prestigiar a indicação do Zorra Total, programa em que atua nas noites de sábado. E não economizou no modelito: cruzou o tapete vermelho com um vestido liiindo, assinado pelo estilista Sandro Barros. E porque eu digo que não me surpreende? Porque, bem, Fabiana é uma mulher de bom gosto e não tem medo de ousar e usar o que bem entende – tanto é que a escolha para a cerimônia vai de encontro a alguns mitos sobre roupas para mulheres com curvas. Olha só:

1.Gorda não pode usar roupa clara

Quem nunca ouviu essa? Gente, não é a cor que vai te fazer parecer maior ou menor. E, ainda que fosse, se você está com vontade de usar branco, quem pagou o vestido foi você, né? Então!

O que determina se uma peça vai te “aumentar” ou não geralmente é a modelagem – e, no caso do vestido de Fabiana, tava tudo certo. O tom clarinho ficou suuuper chic na atriz. A gente amou!

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2. Gorda não pode usar roupa justa

De novo: se a roupa é sua, está limpinha e te serve, você pode usar o que quiser, gata! Mas, para os chatos de plantão, fica a dica: modelagem mais ajustada só ajuda quem tem curvas. Olha só no exemplo da Fabiana: o vestido é ajustado justamente na cintura, e modela o corpo da atriz. No caso, não se trata de uma roupa coladinha a la Kardashian, mas sim de um modelo que não é largo e nem esconde as curvas de Fabi. O decote é outro ponto alto: vale muito valorizar o colo sempre, e o decote em formato coração só ajuda a dar a sensação de ser mais longilínea. Pausa aqui: não que alguém precise parecer mais alta ou mais magra do que é, mas caso queira, a dica é sempre usar peças que evidenciem a parte mais fina da sua silhueta (a cintura, no caso) e deixem o colo à mostra.

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3. Gorda não pode usar longo

.., porque parece achatada. Como diria Val Marchiori, HELLOOOW! Plus, gordas, gordinhas e curvilíneas podem MUITO usar peças longas. Olha só como, de novo, o vestido longo deixou a atriz mais longilínea? Sério, dá muito certo! E vale para tudo: saia, vestido e até calças estilo pantalona.

Para inspirar e muito! 

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