Nude inspirador – e de luxo! Top plus size gaúcha posa para fotógrafo J.R. Duran

Nude inspirador – e de luxo! Top plus size gaúcha posa para fotógrafo J.R. Duran

Dia desses, estava aqui rodando a timeline do Instagram quando deparei com essa foto linda, linda. E de quem era? Da super top gaúcha Betina Körbes, que eu tive a sorte de trabalhar em duas oportunidades aqui na Revista Donna.

Quem conhece a Bê sabe bem: ela é a doçura em pessoa. Comprometida (e linda!) que só, não demorou a avançar as fronteiras do Estado e hoje integra o casting da Ford Models Curve em São Paulo. Trabalhos no currículo tem até dizer chega: basta espiar o Insta da musa de olhos verdes para ver alguns dos ensaios.

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Mas meus olhos brilharam ainda mais ao ver o último feito da moçoila. Ela posou para ninguém menos do que J.R. Duran, fotógrafo que dispensa qualquer apresentação. Quer mais? O clique foi com Betina linda e plena, como veio ao mundo. Olha só:

 

Sério, meu coraçãozinho não aguenta de orgulho! A fotografia integra a 10ª edição da Rev. Nacional, publicação semestral editada e fotografada pelo mestre J. R. Duran. Chamei a Betina para contar pro blog um pouquinho sobre o ensaio:

“Esta é a primeira vez que poso nua. No começo eu fiquei envergonhada, mas pensei melhor e vi que não precisava ter medo. Mostrei ao mundo que o padrão está aí para ser quebrado, temos essa beleza plus size e quero ser reconhecida por isso. Esse tipo de trabalho não é só um incentivo para a minha autoestima, mas também para todas as mulheres que têm um corpo parecido com o meu. De certa forma, meu trabalho é ajudar outras pessoas a sentirem-se confortáveis com o seu próprio corpo”, escreveu a musa.

Sobre o trabalho com J. R. Duran, nossa top também é só elogios:

“Foi bem tranquilo! No começo fiquei muito tímida, mas depois eu me soltei, fiquei mais a vontade e perdi a vergonha. Foi uma honra trabalhar com o Duran e conhecê-lo. Admiro o trabalho dele. E as fotos dele ficaram incríveis! Então, eu nunca tinha feito nem uma nude no celular. Imagina que minha primeira nude é assinada pelo J.R. Duran! Não é pra qualquer uma né?”, conta.

Além da Betina, a revista também inclui uma imagem de outra modelo plus de quem sou fã: a catarinense Raphaella Tratsk. Espia:

 

Arrasaram, gurias!

 

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5 coisas que as mulheres gordas sempre ouviram que não, mas pode SIM fazer!

5 coisas que as mulheres gordas sempre ouviram que não, mas pode SIM fazer!

*Este texto é mais uma das colunas do Um Plus a Mais na edição impressa da Revista Donna. Agora, além do umplusamais.com.br, nos encontramos quinzenalmente nas páginas da revista que circula no fíndi – e que você confere em primeira mão, sempre na sexta, aqui no blog!

 

Todos os dias, nos libertamos um pouco mais de regras que sempre nos foram impostas, ou de comportamentos que esperam de nós. Quando se fala na mulher gorda, o caminho vai um pouco além: crescemos ouvindo que não podemos usar determinado tipo de roupa ou fazer alguma atividade por conta do nosso tamanho. Besteira pura, né? É por isso que dedico o texto de hoje a quebrar preconceitos que tanta gente ainda tem sobre nós – e que, muitas vezes, acabamos acreditando.

1. Usar roupa justa

Onde raios está escrito na Constituição que mulher gorda não pode usar um vestido coladinho? Ou uma saia lápis mais ajustada ao corpo? Existe todo um conceito intrínseco na sociedade de que ser gordo é errado – portanto, dar mais visibilidade ao corpo gordo, por meio de peças justas, também estaria. Gata, pensa comigo: ao subir na balança, você fica menos pesada por estar usando roupas largas que, muitas aspas aqui, camuflam seus pneuzinhos? Claro que não! Se você se sente à vontade, use! Roupa justa pode até marcar mais o seu corpo e talvez deixar em evidência um buraquinho de celulite, ou a barriga saliente, mas, lembre- se: é o SEU corpo! Não tem por que ter vergonha dele.

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E, de verdade, é um processo: eu, por exemplo, não usava nada muito justo, embora achasse incrível quando via outras gurias, gordas ou magras, usando. Até que entrei no provador e experimentei: primeiro, foi a saia colada com camiseta mais larguinha, depois, com a blusa compondo uma cintura alta. Hoje, uso o que dá na telha: serviu, é do meu estilo, tô usando!

 

 

2. Ou peças claras e coloridas

Assim como roupa justa, parece que é uma grande ofensa ao mundo quando uma mulher gorda resolve usar um vestido branco. Aquela calça ajustada branca então? Como você ousa?


O mesmo vale para peças coloridas, ou estampadas. Amigas, trago verdades: não é o tamanho do seu manequim que deve ditar a cor que você vai usar ou não. Se você sempre teve um estilo colorido e, quando ganhou peso, parou de usar cores, algo está errado. Muitas vezes, a gente prefere ficar no preto para chamar menos a atenção – tanto para nós quanto para nosso corpo. Mas por que, hein? Usando blusa amarela ou marrom, no fim do dia, quando você tirá-la e colocar no cesto de roupa suja, seu corpo será o mesmo. Então porque deixar de vestir algo que te agrada?

3. Praticar esportes

Tem gente que pensa que pessoas gordas só são gordas porque passam o dia comendo e vendo TV. Que são gordas porque querem – ignorando predisposição genética, por exemplo. E, claro, existe também o estigma de que toda pessoa gorda é sedentária, ou apenas praticante do levantamento de garfo. Sim, em 2017.

Para quebrar com esse paradigma, a revista gringa Women’s Running apresentou, no ano passado, mais uma mulher plus size em sua capa. Vestindo legging, casaquinho e tênis, a blogger Nadia Aboulhosn, uma das minhas preferidas, aparece correndo ao lado de uma chamada que diz: “A melhor razão para ser positiva com o seu corpo: a ciência diz que o amor-próprio faz você correr mais rápido”. E Nadia não foi escolhida por acaso: quem acompanha seu Insta sabe bem que correr é uma das (sim!) atividades físicas preferidas da moça. Lamento informar aos haters de plantão, mas sobrepeso não é sinônimo de sedentarismo.

nadiacorre

 

4. E dançar

Mais uma coisa que, na cabeça dos preconceituosos de plantão, gordo não pode fazer. Rebato com um exemplo que, para mim, é um dos grandes momentos da representatividade neste ano. Anitta, que hoje é uma das cantoras mais populares do Brasil – e que está dando seus primeiros passos para fora da terrinha –, convidou bailarinas gordas para integrarem seu corpo de baile. Já falamos sobre elas por aqui, mas não custa lembrar: Thais Carla e Tatiana Lima só reforçam que a mulher gorda pode dançar – e muito! Peso e manequim não são limitadores de nada que você queira ser ou fazer nessa vida, tá?

as bailarinas

 

5. Se amar <3

“Como tu te gosta tanto, mesmo sendo gordinha?”. Vou confessar para vocês: não foram poucas as vezes em que ouvi esse tipo de questionamento. Às vezes irônico, outras até um pouquinho invejoso, mas em muitas ocasiões, sincero. Afinal, como essa menina, que tinha tudo para ser recalcada e estar se escondendo atrás de peças largas, não tem vergonha de andar de cropped por aí? Pois bem, não tenho.
Ou melhor, aprendi a não ter. Toda vez que essa pergunta cretina aparece, entre risadas ou em tom confessional, rebato do mesmo jeito: “E eu não gostaria de mim mesma por quê?”.

Meu peso e o número do meu manequim nunca foram fatores determinantes da minha vida. Não passo o tempo todo pensando nisso – aliás, nem 5% do tempo. Na real, penso mais mesmo quando vou ao shopping e tenho dificuldades de encontrar um jeans que me vista bem, porque, infelizmente, a indústria fashion de massa ainda ignora a existência de quem veste mais do que 44. É por isso que, contrariando as expectativas de muita gente, faço de tudo para não me diminuir e não me amar nem um pouquinho menos por ser gorda, gordinha, plus size, whatever. Gorda é só uma característica minha, e de muitas de nós. Não deixe que a conotação negativa que se agrega à palavra domine a imagem que você vê no espelho. Não permitam que um estereótipo diga o que você pode ser e o que você pode fazer.

 

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Quem nunca se sentiu representado sabe a importância de ver alguém que é seu par

Quem nunca se sentiu representado sabe a importância de ver alguém que é seu par

Dia desses, estava rodando o feed do Instagram quando deparei com um post da nossa colunista online de Donna, a musa Duda Buchmann, que também atende pelo @negraecrespa. Feliz da vida, ela comemorava uma personagem negra e crespa, assim como ela, na Turma da Mônica. “Que lindo ver que as próximas crianças terão essa personagem linda entre Mônica e Magali. Parece simples, mas isso se chama representatividade e importa muito”, escreveu a Duda.


E como importa, Duda. Quando se está inserido dentro da maioria padrão (na mídia, na TV e nas revistas, mas não necessariamente nas ruas), a gente nem percebe a diferença que isso faz. Eu, mulher branca, sempre vi outras com a minha pele e meus cabelos nos meios de comunicação, na novela, no outdoor da rodovia ou no gibi na banca. Não tenho ideia do que é ter nascido uma guria negra como a Duda, que provavelmente teve poucos referenciais de garotas negras e lindas como ela no desenho animado e no jornal. E que, ainda bem, vê esse cenário mudar aos pouquinhos agora.

Mas sei o que é ser uma guria gorda (gordinha, plus size, curvilínea, tanto faz mesmo, tá?). Cresci vendo a imagem de mulher bonita ser associada a garotas altas, longilíneas e com quase nada de gordura no corpo. Se tivesse cinturinha de pilão, melhor ainda. Sei bem o que é ver a gordinha da novela viver a personagem engraçada, que ajuda a amiga bonita a pegar o cara gato, ou que ouve os dramas do garanhão sem dar uma bitoca sequer por capítulos a fio. Vi por anos a mulher com quilos a mais (do que o padrão) ser sempre o “antes” nas revistas – quando era “feia”, com uma cara de quem recém acordou, usando legging e camisetão. O “depois” é alguém que perdeu muitos centímetros devido a uma dieta milagrosa, e que só agora, que é magra, pode finalmente pentear os cabelos e esboçar um sorrisão.

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:: Coluna: Prazer, gorda!
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Sim, parece bobagem, mas só quem nunca se sentiu representado sabe a importância de ver alguém que é seu par. É por isso que a gente comemora tanto a cada propaganda da Dove com mulheres de todos os tipos e tamanhos de corpos, ou quando aparece uma atriz trans na novela, ou se mais e mais mulheres negras estão na capa das revistas. É por isso que eu passei a semana enlouquecida de felicidade porque Donna estampou, pela primeira vez, um casal de gurias na capa. Porque existe muita gente diferente no mundo, e só quando essas pessoas “fora do padrão” ganham visibilidade é que o tal padrão cai por terra. É que se torna algo natural para você ou a sua vó ver, ou aquele seu tio mais quadrado, ou até sua prima careta.

E, veja bem, não é que a gente precise disso pra ser feliz, sabe? Eu viveria muito bem sem ver um filme como o Gostosas, Lindas e Sexies, por exemplo, que tem quatro protagonistas gordas e poderosas, mas me sentir representada é uma sensação sem igual. Tenho certeza de que a Duda, bem-resolvida que é, não precisa de uma personagem da Turma da Mônica para saber que ela é linda e incrível sendo negra e crespa. Mas a gente sabe bem o quão importante é, principalmente para crianças e adolescentes com a autoestima em formação, enxergar outros como eles como pessoas bonitas e de sucesso. Como protagonistas e não eternos coadjuvantes.

É por tudo isso, porque a representatividade importa – e muito! –, que a iniciativa da Anitta, assunto na última semana, é tão válida e importante. A cantora integrou ao seu corpo de baile duas bailarinas plus size: Thais Carla e Tatiana Lima. As novas contratadas já participaram das gravações do Caldeirão do Huck, e Thais dançou na primeira apresentação na TV do novo single da musa pop, Paradinha, no programa Música Boa Ao Vivo, do Multishow.

Assista!

E tudo isso é incrível porque Anitta é uma cantora extremamente popular, que atinge todas as faixas etárias. Você tem noção do que é ser uma criança ou adolescente gordinha e ver a maior estrela pop do país com uma dançarina gorda no palco, rebolando e mostrando que a mulher gorda pode dançar, SIM, e ser saudável, SIM? Que pode fazer tudo o que qualquer outra faz? E outra: quantas cantoras pop têm bailarinas gordas, hein? Como diz a própria, que tiro certo da Anitta promover a inclusão e a diversidade. Fora que as gurias dançam muito! Orgulho, orgulho e mais orgulho!

 

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Prazer, gorda!

Prazer, gorda!

*A partir deste final de semana, o Um Plus a Mais vira também uma coluna na edição impressa da Revista Donna. Esta é a nossa estreia, que estará quinzenalmente nas páginas da revista que circula no fíndi – e, sempre na sexta aqui no blog :)

 

Por muito tempo, me esquivei o quanto pude da palavra gorda – que, na minha cabeça e na de muita gente, tinha status de palavrão. Nos últimos anos da infância, já tinha aprendido a fazer cara de paisagem quando ouvia um “fofinha”, fingindo que não era comigo. Na adolescência, agradecia mentalmente quando alguém falava que eu tinha “ossos largos” (aliás, oi?) ou dava aquela alento: “Quando você crescer, vai emagrecer”. Pois bem, os 20 e poucos chegaram e nada aconteceu. Os ponteiros da balança não deram a mínima esperança de descer, e só rodaram para o lado contrário ao que eu desejava. De fof
inha, passei a ser colega gordinha. “É, a gordinha aquela que fala besteira, sabe?”, já ouvi de muita gente ao se referir a mim. Logo, passou a ser a gorda. Assim mesmo, sem nenhum pudor quando eu ainda precisava tanto que a noção alheia existisse.

FILM  ' Bridget Jones: The Edge of Reason '  (2004)Picture showQuem nunca teve seu momento Bridget e se escondeu do mundo, hein?

Eu fingia não estar dando bola quando os guris do colégio faziam aquelas listas com as meninas mais gatas da classe e meu nome nunca estava no meio. Dizia que “não era meu estilo” quando as gurias começaram a usar aquelas leggings coladíssimas e eu, morrendo de vergonha do tamanho da minha bunda, só queria cobri-la com um casaco amarrado à cintura. Me espremi tantas vezes para entrar em uma calça jeans que não sei como até hoje não quebrei em mil pedaços um espelho de provador – porque, na minha cabeça, poderia muito bem rolar uma cena daquelas de filme em que o botão pula da cintura como um tiro em direção ao vidro, estilhaçado. Aliás, chorar em provador? Virei expert em disfarçar e sair como se nada tivesse acontecido. “Não, moça, não gostei desse modelo”, repeti inúmeras vezes para vendedoras que me olhavam com aquela cara de quem sabe que faltou um palmo para o zíper fechar.

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Mas uma hora, a ficha cai. Eu não lembro exatamente quando a minha começou a cair – e talvez, no meu caso, ela tenha desabado mesmo. Chega uma hora na vida em que a gente para na frente do espelho e aprende a encarar a própria imagem. Eu tentei, de verdade, todos os dias de manhã, parar de pensar que eu era grande demais para ficar bem naquela saia justa. Gorda demais pra usar blusa de alcinha. Parei de tentar me diminuir, de encontrar todo dia um novo defeito em mim. Foi fácil? Óbvio que não. Não foram poucas as vezes em que dei risada pensando: “É sério que tu tá tentando te enganar assim?”. Enganação ou não, o fato é que talvez tenha sido bem persuasiva comigo mesma e, bem, acreditei. O processo foi longo: dias bons, dias ruins, uns maravilhosos e outros péssimos. Tipo quando você está há semanas sem brigar consigo mesma e ouve que seu rosto é bonito, mas você precisa emagrecer. Ou percebe aquele olhar de repreensão na fila do bufê quando você, sua gorda abusada, ousa pegar uma sobremesa que não seja fruta. E aí, parece que tudo vai desabar – mas, acredite, chega uma hora em que nem treme mais.

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Mas chega uma hora em que a gente aprende a mostrar quem é

E quando essa hora chega, a gente aprende a ser a gorda. A gente aprende, aliás, que ser gorda não é defeito – é só mais uma característica nossa, como alta, loira, baixa ou ruiva. Não diz quem você é. Não limita quem você é. A gente deixa de encarar como uma crítica. Paramos de nos sentir inferiores por causa do número da calça jeans. Não vou mentir: é um caminho longo, que parece não ter fim, e talvez não tenha mesmo. Mas a gente não se incomoda mais quando ouve a palavra gorda. Não se importa de pedir o jeans tamanho 50 e, olha, nunca mais recusa aquele pudim de sobremesa. Aprende que essa é você, você de verdade, sem eufemismos. Prazer, gorda!

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E quando a autoestima sobe, o poder é esse?

 

***

Aliás, prazer, sou a novata deste ilustre time de colunistas que encerra toda edição da Revista Donna. Thamires, repórter da Revista Donna e treteira de carteirinha no blog Um Plus a Mais. Tô feliz que nem sei de estrear ao lado de um mulherão que admiro tanto, a Clara Averbuck, e a sempre certeira Mauren Veras. Por aqui, vou falar de todo mundo que quase ninguém fala: as gordas, as gays, as trans, as minas fodas, as crespas, as tatuadas, as feministas. A palavra de ordem nessa página é diversidade. Quanto mais, melhor!

 

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Aliás, fica a dica: a marca Oh! Querida, que a gente AMA, criou essa camiseta incrível! Boa, gurias!

 

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Por que o bumbum da Kim Kardashian incomoda tanto?

Por que o bumbum da Kim Kardashian incomoda tanto?

Kim Kardashian é daquelas celebs que estão longe de ser unanimidade. Há quem adore o estilo e a personalidade nonsense que a socialite exibe nas redes e no programa Keeping Up With The Kardashians (eu inclusa!). E há também quem não goste da moça por “n” motivos – superexposição e “futilidade” são alguns deles.

kim zzzA cara da preocupação

Mas o fato é que não gostar de uma pessoa – seja ela famosa ou não – não dá o direito de desqualificar alguém. Não dá o direito de julgar cada passo, cada aparição – e, vamos combinar, se você não gosta de alguém, por  que dá tanta importância, hein?

Quando se fala em julgar o corpo de alguém, o buraco é ainda mais embaixo, como diz a expressão. E é justamente isso que tem rolado nos últimos dias com Kim que, veja bem, teve a audácia de usar biquíni para ir à praia durante suas férias no México. Pediu, né? [ironia mode on]

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Depois que os primeiros cliques foram divulgados, uma avalanche de comentários sobre a bunda da Kardashian tomou a internet – e não vou repeti-los aqui porque, mesmo que eu saiba que (infelizmente) Kim não vai chegar a este humilde textinho, não acho legal ficar reproduzindo preconceito, ainda que seja para alertar. Mas o conteúdo vocês já imaginam, né?

Afora os dizeres sobre a ~desproporcionalidade~ do derriére de Kim (aliás, não sabia que a gente tinha leis e padrão agora até para o tamanho máximo que seu bumbum pode ter), me incomodou demais outro ponto: o drama da celulite e das estrias. As pessoas simplesmente enlouqueceram com o fato de Kim ter celulite e estria. Não custa relembrar a entrevista da dermatologista Fernanda Casagrande para o especial Meu Corpo de Verão, que publicamos em fevereiro:

– Oitenta por cento das mulheres têm estrias, e os 20% que pensam que não é porque têm em um lugar que não sabem – explica a médica.

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Ou seja: vocês tão reclamando do quê? Kim tem um bumbum avantajado e, como a gente bem sabe, isso favorece que tudo seja mais visível. Mas a questão é: e daí? Por que um bando de palpiteiro de internet se acha no direito de falar da celulite que está na bunda de outra pessoa e não na sua? Se você tem pele, vai ter celulite – em menor ou maior grau. Logo, me questiono: por que as pessoas se preocupam tanto com os furinhos de Kim se ela mesma está lá, belíssima, aproveitando suas férias-ostentação sem ligar pra isso, pelo menos nesse momento? Por que esse ideal de que a mulher famosa precisa ser perfeita? Por que essa cobrança tão absurda para as mulheres? Parem de idealizar corpos, parem de exigir a perfeição que só existe nos padrões de vocês. A bunda é dela, e se ela está feliz (e eu estaria também!), ninguém tem nada a ver com isso. E não, não aceito os argumentos de que ela é vaidosa e tem dinheiro e trabalha com a imagem e precisa “se cuidar”. Se para ela o fundamental é sair de casa todo dia com camadas de contorno e manter o dérriere com celulite e estria, a escolha é dela. Só dela.

Para dar um tapa de luva de pelica na cara do povo maldoso, Kim apareceu depois com um fio dental:

kim3

kim-5_345893Quer falar da minha celulite? Fala! Mas fala com vontade agora, vai!

Pode ser mais maravilhosa nessa resposta?

No Twitter, Kim ainda compartilhou uma declaração com a seguinte mensagem:

“Estou apenas sentada aqui na praia com meu corpo sem falhas”.

kim shhhhVRÁÁÁ!

O lacre termina com um vídeo em que Kim aparece saboreando um milk-shake de Oreo: xô, neuras!


Desabafo feito, tenho a dizer para vocês que o que mais me chocou foi ter visto comentários preconceituosos inclusive de meninas gordas, que sofrem com o body shaming todo dia. Como bem disse a Jéssica Lopes, musa-ruiva do Femme Fatale: “Não adianta nada ser body positive e criticar a bunda da Kim Kardashian”. Não posso concordar mais. E ó: eu mesma, se Santa Cher me desse o poder de escolher a minha bunda dos sonhos, eu escolheria a da Kim sem pensar duas vezes (o armário também!). Kim, vi suas fotos e só consegui pensar: “Que bundão da p****! Beijos!”

 

  • Adendo!

Lá no Facebook do Donna, está rolando uma discussão bem bacana. Algumas das leitoras levantaram um ponto importante: Kim é obcecada com beleza, usa Photoshop até não querer mais e outros poréns. Reproduzo aqui a minha resposta. E se quiser, entre no papo com a gente por lá também!

“Concordo MUITO com vocês quando dizem que a Kim não é exemplo de autoaceitação, que usa photoshop e que dá muita importância para a própria beleza. SIM, é verdade. Kim, assim como as outras Kardashians, também podem ser indicadas como pessoas que criam, incentivam e alimentam padrões – embora, para mim, ver uma mulher curvilínea como a KimKa usar roupa justa tenha me incentivado a usar também, enfim. Mas o texto é centrado em todos os (muitos) comentários criticando Kim por “não ter vergonha de mostrar a bunda com celulite”, ou “olha o tamanho, é desproporcional”, e ainda “se ela tem dinheiro, por que não trata essas celulites”: comentários de body shaming, criticando uma pessoa pelo corpo que tem. Eu entendo todos os poréns de vocês e não discordo, mas, pra mim, de verdade, ELA pode ser neurótica o quanto quiser com o próprio corpo, mas isso não dá a ninguém o direito de falar do corpo dela ou do de qualquer pessoa.”

 

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