No Minas Trend, Preta Gil lança coleção all sizes: “A mulher real precisa estar na passarela”

No Minas Trend, Preta Gil lança coleção all sizes: “A mulher real precisa estar na passarela”

“Quem quer mulher real na passarela?”. Foi assim, com um convite à libertação, que a cantora (e musa do blog!) Preta Gil adentrou o desfile de Victor Dzenk na noite desta quarta-feira, no Minas Trend. A carioca veio à capital mineira para lançar sua coleção especial em parceria com o estilista. E as peças não poderiam ter mais a cara de Preta: muita cor, estampas, modelagens justinhas (porque TODAS podem!), decotões e transparências. E tudo ao mesmo tempo agora!

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Antes do desfile começar, a gente aproveitou para encontrar Preta nos bastidores e bater um papo sobre diversidade na moda, representatividade e, claro, a coleção que logo, logo chega às araras. Vem espiar os melhores momentos:

A coleção

“Ela tem verdade. Na coleção, expresso as minhas curvas, as minhas cores, os meus modelos. E expresso a diversidade, que é o mais importante. É uma coleção que intitulamos de all sizes, é para todos. Representa a inclusão da verdadeira e da real mulher brasileira no mundo da moda”.

Victor Dzenk Minas Trend - Verao 2018 Foto : Ze Takahashi / FOTOSITE

Ao lado do estilista Victor Dzenk

 

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O que é vestir tamanhos maiores (ainda) hoje

“A gente vem de um processo de luta por espaço, por reconhecimento e por respeito para as mulheres que são mais cheinhas. Eu nunca gostei do termo plus size e hoje a gente conseguiu chegar em um termo que me é mais sonoro, que é o all sizes. Eu sofria muito quando tinha que entrar numa loja plus size. É algo que taxa, que rotula: “você é gordinha, você só pode comprar em lojas de roupas para gordinhas”. Eu tenho que poder entrar em uma loja com você (em referência a repórter Gabriela Dourado, que nos acompanhava na entrevista) e você sair feliz e eu também. Isso é o real sentido, e a moda está aí para libertar a gente. Antes nós entrávamos (apontando para mim) em uma loja com ela e ela saía linda, maravilhosa e produzida, e a gente mal, deprimida. Quantas vezes eu já fui para shopping e saí e voltei para casa triste porque não encontrei nada, nada me cabia. Pelo menos agora se você entrar na loja do Victor, você não vai mais ficar triste, vai ter para todas”.

 

Representatividade?

“Eu veja pouca modelo plus size na passarela. Vejo mais pessoas reais, que não são modelos de passarela, mas que são pessoas, e que bom, porque são pessoas que consomem roupa. Mas eu não vejo muito as gordinhas. Escolhem as mais magrinhas dentre as gordinhas, só para dizer que teve, porque o caimento “fica” melhor. É uma maneira de maquiar um pouco, de fingir que estava tudo bem, e não estava. E, na verdade, ainda não está, estamos falando de um processo que se inicia. Eu já fiz uma coleção para uma marca de fast fashion, mas é diferente a gente trazer o all sizes para a passarela, que é onde a gente tem que estar. A mulher verdadeira, real tem que estar. É para todos. A moda é uma das maiores expressões artísticas que existe, e ela não pode ser rotulada. Não pode ser para um nicho ou para um número. Tem que ser para todos. E que venham outras marcas”.

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Preta musa, a gente te ama!

 

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#MeuCorpoDeVerão: O dia em que larguei a canga e usei biquíni sem medo

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Por muito tempo, eu dizia que odiava praia. Minha família tem casa no litoral e, mesmo assim, eu passava o verão na cidade, inventando todo tipo de desculpa para não ir um final de semana sequer. Primeiro foi o estágio, e depois o trabalho. Em casa, rolava algo parecido: a piscina que meus pais instalaram quando eu tinha uns oito anos passou de xodó da infância a vilã da adolescência. A vergonha do meu próprio corpo era maior do que a vontade de aproveitar os dias de calor.

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Enquanto escrevo esse texto, me flagro lembrando de todos aqueles momentos em que neguei a mim mesma o direito de ser feliz sem perceber. Preferia chamar minha amiga de adolescência a passar as tardes das nossas férias de colégio no ar-condicionado do shopping vendo vitrines a convidá-la para uma tarde na piscina comigo. Neguei convites da tia para passar um feriadão em Florianópolis, e ficava sentada todos os dias na beira da piscina, de legging e camiseta preta, enquanto meus pais e meu irmão brincavam na água. Logo eu, que sempre fui empolgada para tudo, que adorava uma junção ou um programa diferente, fingia que não estava a fim de nada se precisasse vestir um biquíni. Ou uma blusa de alcinha. Ou uma saia mais curta. Eu, que sempre fui desencanada e “tô nem aí” para tanta coisa na vida, deixava que os outros me dissessem como eu deveria ser e o que podia vestir. Ou o que não podia.

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A ficha começou a cair não faz muito tempo. Há uns três verões, minha mãe resolveu passar uns dias em Santa Catarina. Eu já tinha marcado minhas férias para janeiro, não tinha como escapar. Enquanto arrumava a mala, comecei a sofrer por antecipação. “Logo Santa, com aquele monte de gente malhada, o que eu vou fazer?”. Na dúvida, coloquei mais um short e tudo o que lembrasse canga na bagagem. Já há algum tempo, acompanhava com afinco tudo o que duas blogueiras que vocês leram nas páginas anteriores diziam: a Ju Romano e a Nuta. Durante a viagem de seis horas de carro, fui matutando: “Se a Ju veste biquíni, por que eu não tenho coragem? E se…”.

Dessa vez o “se” teve um final feliz. Minha personalidade 8 ou 80 finalmente foi útil quando decidi que, se era para botar biquíni, que botasse sem canga mesmo. Sem pensar duas vezes, me vesti e saí da pousada rumo à praia só de biquíni, com a tal canga levemente amarrada nos ombros para evitar o sol quente. Já na areia, qual foi a minha surpresa: ninguém me olhou. Ninguém reparou em todos aqueles problemas que eu encontrava toda vez que me via no espelho – e que hoje sei que são só características minhas.

A cada dia, uma nova amarra era deixada para trás: a vergonha de mostrar os braços gordinhos, a perna com celulite, o bumbum grande demais em uma saia justa. Hoje, sou a gorda abusada que usa saia lápis com cropped à la Kim Kardashian, paetês e brilho de dia se der vontade. Hoje, tenho que cuidar para não me vestir como se estivesse indo para uma festa toda manhã, porque não consigo negar mais nada a mim mesma. E se hoje transbordo, é porque um dia tive a inspiração de mulheres incríveis que me disseram: “Vai lá e seja quem você é sem medo”. É isso que desejo a todas as Thamires que existem por aí: não percam mais nem um dia se escondendo de vocês mesmas. Nada é tão incrível como se sentir bem na própria pele. Então, por que não?

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Modelos plus size desfilam na SPFW e comemoram: “As pessoas precisam saber que o gordo existe”

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De todos os desfiles que já acompanhei – de longe, pelo computador, ou nas temporadas cobrindo a SPFW para a Revista Donna –, nunca me senti tão parte daquele mundo como na noite deste segunda-feira. Já me emocionei com nomes como Isabela Capeto, Ronaldo Fraga e Lino Villaventura, desejei tudo o que Alexandre Herchcovitch criou e suspirei com o frescor da Cotton Project, mas nada se compara ao sentimento de ver alguém com um corpo parecido com o seu cruzando a passarela. E foi isso que aconteceu no desfile da LAB, que entra para a história da fashion week paulistana como o desfile mais cheio de representatividade REAL que tive o prazer de assistir.

Teve (muitos) negros, teve gorda e teve gordo. Aliás, teve mais de um. Teve gente que foge aos padrões da passarela e, no fim das contas, representa quem a gente vê nas ruas todos os dias. Teve gente de verdade, que consome tanta moda quanto qualquer outra pessoa – e só não consome mais, muitas vezes, porque as marcas lhes negam isso ao oferecer numeração até o 44.

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Na noite desta segunda, quem cruzou a passarela foi a modelo Bia Gremion: 19 anos, manequim 60, 140 kg. A maior modelo a atravessar do backstage ao pit de fotógrafos, e que me fez lacrimejar e borrar todo o delineador. Sim, isso mesmo: Bia foi a modelo mais gorda da história da SPFW, e tê-la lá é mais um passo para dar poder, voz e visibilidade a todas as gordas desse Brasil. E aos gordos também: junto com ela, estava Akeen Kimbo, modelo masculino plus size. Teve também a Ellen Oléria (foto à direita na montagem acima), dona de um vozeirão que a tornou campeã do The Voice – e um mulherão cheio de curvas.

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Poucas horas antes do desfile, cruzei com Bia e Akeen no backstage da SPFW. Eles me contaram que participaram de um casting cheio de “modelos padrão”. Ficaram tímidos, de cantinho: mal sabiam eles que seriam alguns dos protagonistas do desfile mais cheio de representatividade da semana de moda paulista.

“Além das perspectivas para a minha carreira, tenho perspectivas para as pessoas gordas circularem mais nesse meio. Pessoas gordas existem e elas consumem moda. Eu amo moda, ele (Akeen Kimbo, ao lado) ama moda, então a gente precisa circular nesses lugares sim”, me disse Bia.

“As pessoas precisam saber que o gordo existe. Em um país que mais de 60% das pessoas estão acima do peso, não dá para fazer marca só para magras. Tem que viabilizar a gente também”, completou Akeen.

Não pode ser mais verdade. Não faz sentido que as marcas fechem os olhos para a maioria da população, que veste e compra tanto quanto a minoria que usa até 44. Se não para ser justo e fazer roupa para todos os clientes, que seja pelo poder financeiro: será que elas sabem quanta grana estão perdendo?

Eu sou apaixonada por moda desde que conheço por gente, mas acho que a moda, de fato, nunca amou quem eu sou e o que represento. Nunca quis me vestir, nunca quis mostrar um corpo como o meu na passarela. Ignorou por muitos anos e renegou a araras escondidas as peças em que eu poderia caber. Insistente que sou, sempre rodei lojas e lojas pra talvez achar um vestidinho, que “era pra ser soltinho, mas em mim tá justo e como serviu, coloco uma jaquetinha por cima e resolvo”. Eu ouvi piadas de vendedoras, me espremi em roupas para tentar ser parte daquilo, chorei em muito provador. Mas, agora, foi a vez de chorar por ver na passarela uma guria gorda e linda ali, ao lado de gurias magras e lindas, ambas em pé de igualdade. Finalmente, me senti parte daquilo. E que seja apenas o primeiro de muitos desfiles com gordas, gordos e muitos modelos negros no casting, na passarela e na moda.

“É básico, é roupa, é moda. As pessoas gostam disso, é uma forma de se expressar. É um marco”, resume Bia – e não posso concordar mais.

Obrigada Emicida, obrigada Evandro Fióti, obrigada João Pimenta. Obrigada Laboratório Fantasma. Finalmente, obrigada, SPFW.

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Uma ode ao amor próprio: carta a “garota do maiô verde” viraliza na internet

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Não deveria ser difícil para ninguém ir à praia, sentar debaixo de guarda-sol, tirar a canga e se estirar na areia. Mas para muita gente é – e muito. E essa sensação de estar sendo observada e julgada por todo mundo (incluindo você mesma) passa longe de ser privilégio das gordinhas – infelizmente, é raro encontrar uma mulher, magra, curvilínea ou gorda, que encare tal tarefa sem medo de se expor.

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Foi para uma moça que poderia ser qualquer uma de nós que a escritora espanhola Jessica Gómez endereçou uma “carta” em formato de post no seu Facebook, que viralizou na Europa – e chegou por aqui. Quem me mandou a dica desse texto lindo e inspirador foi a leitora Jéssica Barbosa, e não tinha como não mostrar aqui no Um Plus a Mais. Só para vocês terem uma ideia, a mensagem da escritora já recebeu mais de 150 mil likes e foi compartilhada 160 mil vezes. Deixo vocês com a versão traduzida – a original pode ser lida aqui. A imagem que ilustra o post também é da página da autora.

Querida garota do maiô verde,

Sou a mulher da toalha ao lado. A que veio com um menino e uma menina.

Antes de mais nada, quero te dizer que estou me divertindo muito perto de você e de seus amigos, neste pedacinho de tempo em que nossos espaços se tocam e suas risadas, sua conversa ‘transcendental’ e a música de sua turma me invadem o ar.

Fiquei meio atordoada ao perceber que não sei em que momento de minha vida deixei de estar aí para estar aqui: deixei de ser a menina para ser “a senhora do lado”, deixei de ser a que vai com os amigos para ser a que vai com as crianças.

Mas não te escrevo por nada disso. Escrevo porque gostaria de te dizer que prestei atenção em você. Te percebi, e não pude evitar te ver.

Vi que você foi a última a ficar só em traje de banho. Vi você ficar atrás de todo o grupo, discretamente, e tirar a camiseta quando acreditava que ninguém estava olhando. Mas eu estava. Não estava olhando para você, mas te vi.

Vi você se sentar na toalha em uma postura cuidadosa, tapando o ventre com os braços.

Vi você colocar o cabelo atrás da orelha inclinando a cabeça para alcançá-la, talvez para não tirar os braços de sua estudadíssima posição casual.

Vi você se levantar para ir dar um mergulho e engolir em seco, nervosa por ter de esperar assim, de pé, exposta, por sua amiga, e usar uma vez mais seus braços para encobrir as estrias, a flacidez, a celulite.

Vi você agoniada por não conseguir tapar tudo ao mesmo tempo enquanto ia se afastando do grupo tão discretamente como tinha feito antes para tirar a camiseta.

Não sei se tinha algo a ver, em sua insatisfação consigo mesma, o fato de a amiga por quem você esperava soltar a longuíssima cabeleira sobre as costas em que só faltavam as asas da Victoria’s Secret. E enquanto isso você ali, olhando para o chão. Procurando um esconderijo em si mesma, de si mesma.

E eu gostaria de poder te dizer tantas coisas, querida garota do maiô verde… Talvez porque eu, antes de ser a mulher que vem com as crianças, já estive aí, na sua toalha.

Eu gostaria de poder te dizer que, na verdade, estive na sua toalha e na de sua amiga. Fui você e fui ela. E agora não sou nenhuma das duas – ou talvez ainda seja ambas – assim, se pudesse voltar atrás, escolheria simplesmente curtir a vida em vez de me preocupar – ou me vangloriar – por coisas como em qual das duas toalhas, a dela ou a sua, prefiro estar.

Queria poder te dizer que vi que carrega um livro na bolsa, e que qualquer ventre que agora tenha seus dezesseis anos provavelmente perderá a firmeza muito antes de você perder o juízo. Eu gostaria de poder te dizer que você tem um sorriso lindo e que é uma pena estar tão ocupada em se esconder que não te sobre tempo para sorrir mais vezes.

Eu gostaria de poder te dizer que esse corpo do qual você parece se envergonhar é belo simplesmente por ser jovem. É belo só por estar vivo. Por ser invólucro e transporte de quem você realmente é e poder te acompanhar em tudo que você faz.

Eu adoraria te dizer que gostaria que você se visse com os olhos de uma mulher de trinta e tantos porque talvez então percebesse o muito que merece ser amada, inclusive por você mesma.

Eu gostaria de poder te dizer que a pessoa que um dia te amar de verdade não amará a pessoa que você é apesar de seu corpo e sim adorará seu corpo: cada curva, cada buraquinho, cada linha, cada pinta. Adorará o mapa, único e precioso, que se desenha em seu corpo e, se não o fizer, se não te amar desse jeito, então não merece seu amor.

Eu gostaria de poder te dizer – e acredite, mas acredite mesmo – que você é perfeita do jeito que é: sublime em sua imperfeição.

O que posso te dizer eu, que sou só a mulher do lado?

Mas – sabe de uma coisa? – estou aqui com minha filha. É aquela do maiô rosa, a que está brincando no rio e se sujando de areia. Sua única preocupação hoje foi se a água estava muito fria.

Não posso te dizer nada, querida garota do maiô verde…

Mas vou dizer tudo, TUDO, a ela.

E direi tudo, TUDO, ao meu filho também.

Porque é assim que todos merecemos ser amados.

E é assim que todos deveríamos amar.

 

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Após sofrer racismo, mãe vira modelo plus size para inspirar a filha

Após sofrer racismo, mãe vira modelo plus size para inspirar a filha

História daquelas que são um misto de inspiração com revolta: até que ponto as pessoas são capazes de ser cruéis?

A londrina Jerri Hoath, de 26 anos, cresceu ouvindo insultos racistas – e prometeu a si mesma que jamais deixaria suas filhas passarem por isso. Quando surpreendeu a filha mais velha, Navaeh, aos dois anos, esfregando a pele com força no banho para ver se “conseguia ficar mais clara”, ela decidiu tomar uma atitude.

“Aquilo partiu meu coração. Ela me perguntava por que eu a tinha feito daquele jeito e por que dei a ela aquela cor de pele, foi horrível”, confessou. “Eu queria ajudá-la e mostrar que não há apenas um tipo de beleza no mundo”.

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Foi por isso que Jerri deixou de lado suas próprias inseguranças e decidiu virar modelo plus size. O processo, claro, não foi nada fácil:

“Quando você odeia a si mesma e a maneira como você se olha, como ensinar a sua filha a amar seu corpo? Isso me fez querer mudar”, contou ao tabloide britânico Daily Mail.

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Não é demais? Jerri foi abordada por um embaixador do concurso Ms Curvaceous UK, que a convidou a entrar em um concurso de beleza dedicado à beleza plus size. Envergonhada e com receio, a mãe foi convencida pela filha mais velha, Tiana. Em entrevista, ela conta que foi quando sentiu que se encaixava de fato em algum lugar pela primeira vez na vida. Agora, desfila e faz trabalhos como modelo quase toda semana – inclusive, de biquíni.

“Engravidei aos 17 anos, me entreguei à maternidade e acho que nunca realmente cuidei de mim mesma. Por isso, me sentir fabulosa assim é simplesmente incrível”, diz.

“Ser modelo plus foi uma das melhores coisas que já aconteceu para mim, só espero que possa inspirar outras pessoas como eu e que inspire também minhas filhas. Ensinei minha filha a amar a si mesma, independente do que aconteça, porque ela sabe que é fabulosa. Ela diz isso a todos e não vai deixar ninguém colocá-la para baixo”, completou.

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Lindo, lindo, lindo! O melhor disso tudo? Ver a mãe se sentindo bem consigo mesma fez (e vai fazer por toda a vida) com que as pequenas olhem para si mesmas de outro jeito. Quando a gente tem em quem se inspirar – e em casa é melhor ainda -, o processo de construir a própria autoestima começa mais cedo. Atitude incrível para você mesma, Jerri, e que certamente vai refletir no futuro delas. Go, girls <3

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